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Novo pacto da previdência exige adesão de empresas à capitalização, diz fintech

Fintech defende planos coletivos de previdência como saída ao déficit público, com adesão empresarial e acesso simplificado para ampliar cobertura e reduzir pressão no sistema

Aposentadoria — Foto: Gettyimages
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  • A previdência social atende cerca de 41,5 milhões de aposentados no Brasil, com despesa de aproximadamente R$ 78 bilhões, mas o envelhecimento da população preocupa o teto financeiro do sistema.
  • A captação líquida da previdência privada em 2025 foi de apenas R$ 4 bilhões, um dos piores resultados históricos, pressionada pela elevação do IOF em planos VGBL.
  • O fundador da Stay, Tsai Chi-yun, defende planos coletivos de previdência privada (previdência corporativa) como caminho para ampliar adesão e reduzir a dependência do regime público.
  • Segundo a Fenaprev, apenas cerca de 11 milhões de pessoas participam de planos abertos, em uma população superior a 200 milhões, o que representa 5% a 6% da população; o mercado é visto como estruturalmente subdesenvolvido.
  • O caminho apontado envolve modernizar a legislação, facilitar a portabilidade e incentivar a previdência corporativa como ferramenta de inclusão, segurança financeira e estímulo econômico, com a ideia de um “novo pacto previdenciário”.

A fintech Stay defende um novo pacto previdenciário que envolve adesão das empresas à capitalização. O tema ganhou espaço após a piora da captação da previdência privada em 2025 e a persistência de déficits da previdência social.

O movimento é apoiado por Tsai Chi-yun, fundador da Stay. A empresa atua na distribuição de planos corporativos, buscando ampliar a participação do setor privado na poupança de longo prazo e reduzir a pressão sobre o sistema público.

Segundo dados de 2025, a captação líquida da previdência privada ficou em apenas R$ 4 bilhões, uma queda de 93,5% frente a 2024. O mercado é fortemente influenciado pela tributação do IOF.

O IOF passou a incidir sobre aplicações acima de R$ 600 mil por CPF nos planos VGBL, segundo fontes do setor. Em 2025, esses planos respondiam por cerca de 88% do mercado, limitando o impulso de venda.

Para Tsai, a solução está na adoção de planos coletivos de previdência privada, com participação da oportunidade empresarial para ampliar o alcance entre trabalhadores de empresas de todos os portes.

A visão dele é que o Brasil precisa de um modelo híbrido, no qual o governo mantém um patamar mínimo de proteção social e o restante migra para capitalização. A transição demanda capital político.

Dados do Censo de 2022 apontam o auge do bônus demográfico, com janela de 10 a 15 anos antes da queda na idade ativa. A partir desse momento, a pressão sobre o regime público tende a aumentar.

A Stay argumenta que a previdência corporativa pode democratizar o acesso, reduzindo a dependência do setor público e promovendo maior inclusão de trabalhadores sem assessoria financeira especializada.

Para ampliar o alcance, a Stay insiste na simplificação de processos, portabilidade ágil e uso de canais digitais. A plataforma busca facilitar investimentos e resgates, reduzindo burocracia.

A empresa também sustenta benefícios sistêmicos da previdência privada: segurança familiar, retenção de talentos e aporte ao desenvolvimento econômico, com cada 1% de PIB em privadamente gerado estimulando o mercado de capitais.

A geração Z é apontada como mais interessada em previdência, ainda que possua patrimônio menor. A expectativa é que a simplificação de acesso facilite adesão mesmo sem incentivos formais.

O objetivo, segundo Tsai, é modernizar a legislação e ampliar a participação empresarial na previdência privada, elevando a eficiência do mercado e o patamar de proteção aos brasileiros nas próximas décadas.

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