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O conversível segue em direção ao pôr do sol

Vendas de conversíveis no Reino Unido caíram cerca de noventa por cento em vinte anos, impulsionando SUVs e abrindo espaço para fabricantes chineses

Sales of convertibles in the UK have dropped by 90% over the last 20 years
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  • Vendas de conversíveis no Reino Unido caíram cerca de noventa por cento nos últimos vinte anos, de 109.171 em 2005 para 11.484 no ano passado.
  • O crescimento dos SUVs, que já representam cinquenta e nove por cento das vendas na Europa, é apontado como razão da retração dos conversíveis.
  • Celebridades e filmes históricamente ajudaram a associar o conversível a estilo e liberdade, mas hoje o visual está menos presente no dia a dia dos consumidores.
  • Especialistas ressaltam que SUVs combinam imagem com praticidade, tornando difícil justificar a compra de um conversível para famílias e atividades diárias.
  • O futuro pode depender de redução de custos de fabricação e da entrada de fabricantes chineses; hoje existem apenas dois modelos elétricos conversíveis no Reino Unido, um deles produzido na China (MG Cyberster).

O mercado de conversíveis no Reino Unido está em declínio acentuado. Segundo a Sociedade de Fabricantes de Automóveis e Comércio (SMMT), as vendas de carros com capota aberta caíram quase 90% nos últimos 20 anos, de 109.171 em 2005 para 11.484 no ano passado. A tendência acompanha a mudança de hábitos de consumo.

A queda acompanha o crescimento das SUVs, que passaram a dominar o mix de vendas na Europa. Em 2023, as SUVs responderam por cerca de 59% das vendas de carros no continente, segundo dados de analistas do setor. Esse movimento tende a tornar as cabines abertas menos atrativas ao público.

Para entender o cenário, especialistas apontam praticidade e espaço como fatores centrais. SUVs oferecem estilo e imagem similares aos convertíveis, sem as limitações de espaço para família, pets e bagagens. Opelhas de peso, como acessibilidade, também pesam na decisão de compra.

Analistas ouvidos pelo portal apontam que a popularidade de modelos de maior porte não elimina o apelo do conversível, mas ele precisa reduzir custos de fabricação para competir. A expectativa é de que manufatura de custo menor reanime o segmento.

Entre os entusiastas, o charme dos conversíveis é associado à sensação de liberdade ao dirigir com o teto aberto. Carro com esse perfil é visto como opção para quem prioriza experiência de condução, mesmo diante de opções mais práticas.

Alguns clientes veteranos destacam que a atração de cabines conversíveis se manteve em nichos, como road trips curtas e uso recreativo. Ainda assim, a demanda permaneceu limitada diante das exigências de uso diário.

Mercado e perspectivas

É consenso entre analistas que o futuro dos conversíveis depende de reduzir custos de produção. A entrada de fabricantes chineses é citada como possível motor de reposicionamento, com modelos de menor custo.

Hoje, existem apenas dois conversíveis elétricos disponíveis no Reino Unido, incluindo um modelo fabricado na China. A indústria avalia se esse movimento será suficiente para reavivar o segmento.

A avaliação de especialistas aponta que o retorno do conversível pode exigir inovações em design, eficiência energética e oferta de motorização elétrica, alinhadas à transição estratégica das montadoras.

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