- Brent caiu mais de 3%, para US$ 84 o barril, e o WTI ficou perto de US$ 81.
- O movimento ocorre após EUA e Irã terem chegado a um acordo de paz que pode permitir a reabertura do Estreito de Ormuz.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que autorizou a “abertura livre de pedágio” de Ormuz e o fim do bloqueio à República Islâmica, com a assinatura prevista para sexta-feira.
- O vice-ministro do Irã, Kazem Gharibabadi, confirmou o acordo e disse que o texto seria publicado após a assinatura na Suíça; o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que pretende comparecer à cerimônia.
- Obstáculos permanecem para a retomada total do tráfego no estreito, como a remoção de minas e o esclarecimento sobre o controle das embarcações; os futuros de gás natural europeu também caíram, até 5,8%.
O petróleo caiu com o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, abrindo possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. O Brent recuava para cerca de US$ 84 o barril, após fechar a semana anterior no menor nível em mais de três meses, enquanto o WTI operava perto de US$ 81.
A divulgação indicou que o acordo seria assinado na sexta-feira, com perspectivas de normalização do tráfego marítimo na região. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em redes sociais a abertura do estreito e o fim de bloqueios à República Islâmica, o que impulsionou movimentos de volatilidade nos contratos futuros.
No Irã, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, confirmou a conclusão do texto e informou que o documento seria publicado após a cerimônia na Suíça. Ainda segundo o relatório, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, planeja comparecer à cerimônia, com possível presença de Trump.
Mercados globais de energia vinham reagindo desde o início do conflito no fim de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã. O fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz já apresentava sinais de retomada em semanas recentes, enquanto economias desenvolvidas usavam reservas para estabilizar abastecimento.
Apesar do alívio inicial, permanecem obstáculos à plena retomada do tráfego naval pelo estreito. Questões como remoção de minas e controle de passagem pelas embarcações permanecem em discussão entre as partes envolvidas, segundo especialistas.
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