- Arminio Fraga diz que, se o Brasil fizer reformas necessárias, haverá mais dinheiro para a saúde, principalmente com ajuste na Previdência e extinção de gastos tributários.
- Ele cita que o país enfrenta um drama fiscal, e que não é hora de cortar o SUS, mas de reforçá-lo. Reformas fariam o gasto público render mais.
- Dados do IBGE mostram o aumento da participação de pessoas com 60 anos ou mais: 8,7% em 2000, 15,8% em 2022, expectativa de 37,8% em 2070.
- Fraga participou do Brasil Adiante, evento do Estadão, que debate soluções para educação e saúde diante do envelhecimento e dos custos públicos.
- Entre as propostas, ele aponta coordenação maior entre estados, municípios e governo federal, além de considerar políticas de promoção e prevenção para a saúde.
O economista Arminio Fraga participou do segundo encontro Brasil Adiante, promovido pelo Estadão, para debater soluções práticas diante do envelhecimento populacional e das despesas com saúde. Ele afirmou que, se o país fizer as reformas necessárias, haverá dinheiro para investir na saúde. O evento ocorreu na última quinta-feira, 11, com participação de especialistas em educação e saúde.
Fraga destacou um “drama fiscal” atual, mas disse não ser hora de cortar o SUS. Pelo contrário, defende o reforço do orçamento da saúde e o redirecionamento de recursos. Segundo ele, reformas como a da Previdência e a eliminação de subsídios e desonerações podem liberar verbas sem prejudicar serviços essenciais.
O ex-presidente do Banco Central afirmou que aumentar a produtividade também aumenta a arrecadação. Ele citou que, com o ajuste fiscal, seria possível reduzir juros e ampliar o financiamento para ações de saúde, educação e prevenção. A ideia é priorizar gastos de acordo com necessidades sociais.
Fraga ainda comentou que a regulação e a prevenção ajudam a tratar questões de saúde pública associadas a comportamentos de risco. Comparou com o sucesso do combate ao tabagismo como exemplo de políticas eficazes.
Sobre integração entre assistência social e saúde, o economista citou a Costa Rica. Propôs visitas domiciliares integradas, com agentes atuando em saúde básica e assistência social para entender melhor as famílias.
No debate, Fraga apontou a organização federativa como ponto crítico de ineficiência. A defesa é de maior coordenação entre Estados, municípios e governo federal, com papel relevante para autoridades locais na gestão de recursos da saúde.
Como medida prioritária, o economista sugeriu ouvir propostas de especialistas como Gonzalo Vecina, que defendem foco em promoção e prevenção da saúde, além de cuidados em todas as dimensões da assistência.
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