- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aplicar uma tarifa de 100% sobre vinhos franceses se a França não retirar a taxação digital de 3% sobre gigantes tecnológicos americanos.
- Trump chega à França para a cúpula do G7 e afirmou ter “nenhuma opção” além de impor a tarifa se Paris não cancelar o imposto.
- O objetivo é pressionar Emmanuel Macron a eliminar a taxação, que incide sobre serviços digitais de grandes empresas, entre elas Amazon, Meta e Apple.
- Atualmente, vinhos e destilados franceses exportados para os EUA enfrentam tarifa de 15%, em comparação com a ameaça anterior de 200% no começo do ano.
- A reunião do G7 também discute a retomada de atividades no estreito de Ormuz, após um acordo preliminar para encerrar parte do conflito entre EUA e Irã.
Trump ameaça imposto de 100% sobre vinhos franceses para pressionar Paris
O presidente americano, Donald Trump, informou que pode aplicar uma tarifa de 100% sobre vinhos franceses caso a França mantenha a taxação digital de 3% sobre gigantes de tecnologia dos EUA. A ameaça surge em meio à preparação de Trump para a reunião do G7 na França.
Trump chega à França para a cúpula do G7 marcada para hoje, 15 de junho. O objetivo declarado é pressionar Paris a desistir da taxação sobre serviços digitais, que incide sobre empresas como Amazon, Meta e Apple, entre outras.
A tarifa proposta visa todos os vinhos franceses, incluindo champanhe, caso o imposto sobre tecnologia não seja revogado. O embate se desenha em meio a tensões comerciais entre os dois países e casos anteriores de retaliação envolvendo o setor de bebidas.
Tarifa atual sobre vinhos franceses para o mercado americano é de 15%. As discussões de comércio já passaram por ameaças de tarifas superiores, inclusive em momentos anteriores do governo Trump, quando chegaram a ser cogitadas tarifas de até 200%.
O tema tecnológico envolve a chamada taxe GAFA (ou “GAFAM tax”), aprovada pela França em 2019 e cobrada de empresas com receita global superior a 750 milhões de euros. Segundo o Ministério de Finanças francês, a arrecadação foi de cerca de 700 milhões de dólares na votação anterior.
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