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Abrasca patrocina evento com presidente da CVM em Lisboa

A Abrasca patrocinou evento com o presidente da CVM em Lisboa, em meio à revogação da obrigatoriedade de reporte de gestão de risco climático

A CVM atua como regulador do mercado de capitais
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  • A Abrasca patrocinou um evento em Lisboa com o presidente da CVM, Otto Lobo, e o ex-presidente interino João Accioly, durante o período do “Gilmarpalooza”.
  • Dias antes, a CVM revogou a obrigatoriedade de as empresas abertas apresentarem informações sobre gestão de risco climático, medida anunciada em 2023 para entrar em vigor no próximo ano.
  • A viagem a Lisboa foi custeada pelos próprios diretores, e a CVM afirmou que a participação não configura conflito de interesses.
  • O evento contou com a Ancord como patrocinadora e teve painéis sobre tokenização de ativos e certificações para assessores de investimento, com Lobo presente.
  • Em meio aos debates, Accioly participou de painéis que abordavam a obrigatoriedade de reportar gestão de risco climático, tema inicialmente defendido pela Abrasca, que se posicionou contra a regulação ambiental.

A Abrasca patrocinou um evento em Lisboa com a participação do presidente da CVM, Otto Lobo, e do seu antecessor interino, João Accioly. O encontro ocorreu paralelamente ao que ficou conhecido como Gilmarpalooza, promovido pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes. A reunião mobilizou representantes do setor financeiro e da academia.

O evento foi realizado no dia 4 de junho. Lobo participou como palestra de encerramento, ao lado de Accioly, em um formato de painéis. Também esteve presente um ex-diretor da CVM, Henrique Machado, hoje sócio de um escritório de advocacia ligado a operações de mercado. O encontro contou com a participação de entidades como Abrasca, Cosan e empresas de tecnologia.

Mudanças regulatórias e contexto

Dias antes, a CVM revogou a obrigatoriedade de as empresas abertas apresentarem informações sobre gestão de risco climático, medida aprovada em 2023 para entrar em vigor no próximo ano. A decisão surpreendeu mercados e foi comunicada pela própria CVM, que afirmou que a viagem dos diretores a Lisboa foi custeada por eles e que a participação não configura conflito de interesses.

A viagem de Lobo a Lisboa foi destacada pela CVM como custeada pelos diretores, e a nota reforça que a participação em eventos de entidades da sociedade civil ocorre em caráter pessoal, sem relação com atividades oficiais. O evento também tratou de temas como tokenização de ativos e certificações para assessores de investimento, pauta anunciada pela Ancord durante visitas anteriores de Lobo.

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