- Acordo internacional de paz entre Estados Unidos e Irã fez as bolsas mundiais subirem, com o petróleo Brent caindo para cerca de US$ 83 (R$ 421) na manhã de segunda-feira, 15.
- Economista Roberto Troster diz que, mesmo com o acordo, deve haver um período de adequação na prática.
- Troster aponta que a inflação brasileira tem sido impulsionada principalmente por alimentos sensíveis ao clima, como tomate e batata.
- Há uma diferença entre custos históricos e de reposição: quem comprou petróleo caro não venderá barato até renovar estoques.
- Se o acordo se confirmar sem surpresas, é provável queda no preço do diesel, o que, com dólar em baixa e real em valorização, pode reduzir a pressão sobre os preços.
O acordo internacional de paz entre os Estados Unidos e o Irã foi anunciado, e as bolsas globais reagiram de forma positiva. O preço do petróleo Brent caiu para aproximadamente 83 dólares o barril na manhã desta segunda-feira, 15, após a notícia.
Segundo o economista Roberto Troster, a melhora inicial nos mercados não elimina um período de adaptação. Ele ressalta que fatores econômicos globais permanecem influentes e que mudanças estruturais podem levar tempo para se consolidar.
Troster também aponta que a inflação brasileira tem sido pressionada por alimentos sensíveis ao clima, como tomate e batata. Além disso, custos de reposição de energia ajudam a manter preços elevados até a renovação de estoques.
Desdobramentos econômicos
Caso o acordo se confirme sem novasthas negativas, pode haver queda no valor do diesel. Com o dólar em trajetória de desvalorização e o real se fortalecendo, a pressão de preços tende a diminuir, o que pode beneficiar o consumidor local.
Análises internacionais indicam que mudanças abruptas no cenário político ou político-econômico global podem alterar o rumo dos mercados. Até lá, a atenção permanece voltada para como o acordo se traduzirá na prática.
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