- Investidores ricos devem manter juros altos por mais tempo, o que aumenta o apelo da renda fixa. Em maio, essa classe representou 54,27% da carteira, acima de 52,41% em abril.
- Entre os ativos de renda fixa mais usados estão CDBs ligados à Selic ou CDI, LCIs/LCAs com Gross Up e títulos públicos atrelados à inflação, que passaram a representar 8,20%.
- A escalada do petróleo e a inflação esperada ajudam a sustentar a atratividade da renda fixa, com fundos multimercados ganhando espaço na carteira.
- A participação de ações e de “outros” caiu para 6,41% e 6,38%, respectivamente, enquanto previdência recuou de 9,23% para 8,35% no período.
- Dentre as ações favoritas estão Petrobras, Itaú, Banco do Brasil, BB Seguridade, Vale e Axia Energia; e entre os fundos, ETFs de renda fixa lideram na parcela de renda variável entre os mais ricos.
A visão de que juros elevados podem permanecer por mais tempo está a reboque de um cenário de tensão entre Estados Unidos e Irã. O conflito elevou o preço do petróleo e alimentou pressões inflacionárias, levando investidores da elite a buscar ativos de renda fixa. A preferência é por títulos atrelados à inflação, CDBs e fundos de renda fixa.
Dados da Smartbrain apontam que, em maio, a renda fixa respondeu por 54,27% da carteira dos investidores mais ricos, ante 52,41% em abril. A mudança reflete a percepção de que a Selic pode permanecer em patamar elevado, favorecendo a remuneração da renda fixa.
Ao longo do levantamento, fundos multimercados ganharam espaço, chegando a 23,39% da alocação, com crescimento de 0,54 ponto percentual em relação a abril. Ações e fundos de ações perderam espaço, caindo de 7,25% para 6,41%.
Renda fixa
Os CDBs atrelados à Selic ou CDI lideram as preferências, concentrando 52,47% da carteira de renda fixa. Em seguida aparecem LCIs/LCAs com Gross Up, com 13,94%.
Títulos públicos indexados à inflação aparecem em terceiro lugar, com 8,20% da alocação em renda fixa. Entre outros títulos, CRI/CRA com Gross Up registram 6,69%.
Outros CDBs com remuneração atrelada à inflação somam 6,17%, seguidos por opções atreladas à inflação em CDI ou Selic com juros flutuantes. O topo da lista mostra a dominação de ativos privados na composição.
Renda variável
Entre as ações, o foco recai sobre papéis mais estáveis e ETFs de diferentes classes, priorizando proteção por diversificação. Um ETF de renda fixa figura no topo, o B5P211, que segue o IMA-B5 P2.
Após o ETF, aparecem ponderações em ações de dividendos (DIVO11) e o BOVA11, que replica o Ibovespa. O LFTB11, que busca o MarketVector Brazil Treasury, completa o grupo entre os mais procurados.
Entre as ações favoritas estão Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), BB (BBAS3), BB Seguridade (BBSE3), Vale (VALE3) e Axia Energia (AXIA3). O setor financeiro é visto como resiliente, com exportadoras de commodities também entre as escolhas.
Fundos de ações favoritos dos mais ricos em maio
Entre os fundos de ações, o SPX Patriot FC de Acoes lidera o ranking, seguido por opções geridas por IBIUNA, Itaú Asset e Kadima Gestão. Desempenho mensal varia, com resultados positivos em alguns casos e quedas em outros.
O estudo cita ainda a presença de fundos voltados a dividendos, ações de grande capitalization e estratégias com foco em Ibovespa e mercados internacionais. O conjunto reflete busca por proteção por meio de diversificação.
Fundos imobiliários favoritos dos mais ricos em maio
No segmento de FIIs, KNCR11 domina, com rendimento mensal de 1,43% e ganho anual de 5,05%. XPML11 e JURO11 aparecem em posições próximas, com variações negativas ou positivas conforme a gestão e o cenário setorial.
Outras opções como CPTS11, TRXF11 e KDIF11 aparecem entre as favoritas, mostrando preferência por fundos com setores variados, incluindo infraestrutura, shopping e imóveis comerciais.
Fundos de renda fixa favorito dos mais ricos em maio
No conjunto de fundos de renda fixa, as primeiras posições são ocupadas por produtos de BTG Pactual Asset, incluindo Tesouro Selic e CDB com rentabilidade estável. Demais gestores aparecem com perfis de crédito privado e renda fixa simples.
A lista também traz propostas da Trend, BNPP e Itaú, com variações entre DI, juros flutuantes e crédito privado. O ranking destaca a busca por liquidez e proteção de capital em cenários de juros altos.
Fundos multimercados favorito dos mais ricos em maio
Entre os multimercados, o Solis, IBIUNA Crédito e Ouro Preto Investimentos estão entre os mais indicados. Estruturas com crédito privado ganham espaço, assim como soluções com participação em mercados emergentes.
Outras escolhas incluem Root Capital, More Invest e soluções geridas por XP Allocation, com desempenho variando conforme o ambiente macro e a gestão de risco. Os fundos com foco em crédito privado aparecem com frequência.
As informações são resultantes da base de dados da Smartbrain, que analisa extratos de investimentos de mais de 270 bilhões de reais. O estudo considera varejo, alta renda, private e ultra high como segmentos do público-alvo.
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