- Dólar abriu em leve queda, às 9h08, caindo 0,29% para R$ 5,0461.
- EUA e Irã chegaram a consenso para encerrar o conflito de mais de três meses, com assinatura prevista para sexta-feira; houve sinal de reabertura do estreito de Hormuz.
- O preço do petróleo caiu após o anúncio do acordo entre os dois países.
- Investidores acompanham as reuniões do Copom e do Fed para definir juros no Brasil e nos Estados Unidos, respectivamente.
- O IPCA de maio ficou em 0,58%, elevando o acumulado em 12 meses para 4,72%, acima do teto da meta de 4,5%.
O dólar abriu em leve queda nesta segunda-feira, 15 de junho, refletindo o anúncio de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito que já dura mais de três meses. A assinatura está prevista para ocorrer na sexta-feira (19).
Entre os pontos de consenso, está a reabertura do estreito de Hormuz, vital para 20% da produção mundial de petróleo. O tráfego segue suspenso desde 28 de fevereiro.
O petróleo caiu após o anúncio, enquanto investidores acompanham as reuniões do Copom e do Fed, que definem, respectivamente, as taxas de juros no Brasil e nos EUA. A expectativa maior fica com a decisão norte-americana, diante da posse de Kevin Warsh na presidência do BC.
Às 9h08, o dólar caía 0,29%, para R$ 5,0461. Na sexta, 12, a moeda fechou em R$ 5,058 e a Bolsa recuou 0,21%, aos 171.132 pontos, conforme dados preliminares. O mercado também avaliou sinais de possível acordo entre as partes.
Na agenda brasileira, o IPCA de maio mostrou inflação de 0,58%, abaixo de abril (0,67%) porém acima das projeções, com pressão de alimentos e energia elétrica. O indicador elevou o acumulado de 12 meses para 4,72%, acima do centro da meta.
Segundo o IBGE, o IPCA de maio ficou acima do teto de 4,5% da meta. O resultado reforça o debate sobre política econômica, mesmo com a desaceleração mensal, e acompanha o histórico recente de ajustes para conter pressões de preço no curto prazo.
Cenário global e agentes de risco
O otimismo com o cessar-fogo parcial elevou ativos de risco ao redor do mundo na quinta e continuou na sexta, com a estreia da SpaceX na NYSE e leve impulso para o mercado acionário norte-americano. Ações da SpaceX subiram mais de 20% após o IPO recorde.
No Brasil, analistas acompanham de perto as próximas etapas do acordo e possíveis desdobramentos na política monetária global. Comentários sobre caminhos de juros continuam a influenciar a percepção de risco e a volatilidade cambial.
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