- O dólar teve leve alta de 0,09% frente ao real, cotado a R$ 5,06, e encerrou estável na sessão de segunda-feira.
- O Ibovespa caiu 0,42%, fechando aos 170,4 mil pontos, após abrir em alta na manhã.
- Pela manhã, o mercado tinha reagido com otimismo a um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, elevando as bolsas e alentando a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz.
- O petróleo caiu, com o Brent em US$ 83,17 e o WTI em US$ 80,97, aliviando pressões inflacionárias.
- No exterior, ações globais registraram altas impulsionadas pelo acordo EUA-Irã e pelo desempenho de tecnologia, incluindo SpaceX no Nasdaq, que subiu mais de 14%.
O dólar ficou estável frente ao real nesta segunda-feira (15/6), com alta de apenas 0,09%, cotado a R$ 5,06. O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,42%, aos 170,4 mil pontos. No início da sessão, porém, o câmbio chegou a recuar 0,65% e o índice subia cerca de 2%.
O viés de otimismo veio de notícias sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, o que animou os mercados com a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para a produção global de petróleo.
Petróleo recua após notícia de acordo
Os preços do petróleo recuaram, aliviando preocupações inflacionárias. O Brent fechou em US$ 83,17 por barril, queda de 4,76%, e o WTI ficou em US$ 80,97, baixa de 4,61%.
Mercados internacionais sob efeito do acordo
Mercados europeus registraram ganhos com o otimismo diplomático. O Stoxx 600 subiu 0,25%, o DAX avançou 1,05% e o CAC 40 ganhou 0,40%. O FTSE 100 caiu 0,39%.
Na sessão norte-americana, o S&P 500 subia 1,69%, o Dow Jones, 1,12%, e o Nasdaq, 2,84%, impulsionado pela recuperação de ações de tecnologia, incluindo SpaceX, que subiu mais de 14%.
Dólar e câmbio global
Enquanto o dólar subia no Brasil, o índice DXY, que mede a moeda frente a uma cesta de divisas, caiu 0,12%, aos 99,63 pontos. A oscilação refletiu a incerteza diante das decisões de juros do Copom e do Fed, anunciadas para a próxima quarta-feira (17/6).
Análise e impacto local
Segundo a analista Rebecca Nossig, da Nomad, a queda do Ibovespa ocorreu pela queda dos preços do petróleo, que impactou as petrolíferas brasileiras, especialmente a Petrobras, com quedas próxima a 5% no pregão. O dólar manteve leve estabilidade, sinalizando cautela antes das decisões de política monetária.
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