- O dólar fechou em alta de 0,10%, cotado a R$ 5,0668, após sessão com queda pela manhã; o petróleo caiu com o avanço do acordo EUA–Irã.
- O Brent para agosto caiu 4,76%, para US$ 83,17 o barril, acompanhando a perspectiva de reabertura do estreito de Ormuz.
- Real e peso colombiano se destacaram entre moedas emergentes, mas mostraram volatilidade de curto prazo diante de ajustes intradia e fluxo de saída da bolsa.
- O ambiente ficou menos favorável a ativos de risco por ajustes locais e pela percepção sobre juros, com o DXY próximo de 99,7 pontos e expectativa de manutenção da taxa básica nos EUA entre 3,50% e 3,75%.
- Analistas destacaram que o Brasil, como exportador de energia, pode manter o real sustentado pela perspectiva de entrada de divisas no setor agrícola, apesar da volatilidade persistente.
O dólar fechou em leve alta nesta segunda-feira (15), aos R$ 5,0668, após abrir em queda e voltar a subir durante a tarde. O movimento ocorre em meio à descompressão global de riscos e ao tombo das cotações do petróleo após a notícia de acordo provisório entre EUA e Irã.
O real e o peso colombiano, ambos favorecidos pela alta recente das commodities, recuaram no fim do pregão. O dólar atingiu máxima intraday de R$ 5,0743, antes de fechar acima de R$ 5,06. No acumulado da semana, o dólar subiu 0,10% ante o real.
Petróleo em queda sustenta o tom de cautela. O Brent para agosto caiu 4,76%, para US$ 83,17 o barril, com pressão adicional pela reabertura do estreito de Ormuz prevista para sexta-feira. Analistas veem fragilidades no acordo entre os países.
O dólar acumula alta de 0,47% no mês e recuo de 1,86% na semana anterior. O desempenho anual frente ao real é de ganhos de 7,69%, com o real entre as moedas mais fortes do grupo. O índice DXY ficou próximo de 99,7 pontos no fim da sessão.
Em cenário local, a expectativa é de que o Brasil permaneça exportador líquido de energia, com perspectivas de maior ingresso de divisas pelo setor agrícola, inflando a demanda por reais em médio prazo. O real continua sensível a juros e ao cenário político.
Especialistas destacam que a volatilidade do real segue elevada frente a pares emergentes, refletindo juros domésticos ainda altos e incertezas eleitorais. Mesmo assim, há espaço para estratégias de carry em ambientes de menor aversão ao risco.
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