- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que não alterar a meta de inflação definida pelo CMN, mas é favorável a discutir ajustes no cálculo dos índices de preços.
- Durigan aponta defasagem na composição dos índices, com pesos de itens que perderam importância e maior peso a serviços como streaming e nuvem.
- A meta atual é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, entre 1,5% e 4,5%; ele afirma não mexer na meta por enquanto.
- A inflação acumulada em doze meses voltou a furar o teto da meta em maio, mas Durigan diz que o rompimento recente ainda não está absorvido pela sociedade e pelo estudo da meta.
- O ministro defende aprimoramentos no Boletim Focus do Banco Central, sugerindo maior transparência e inclusão de outras métricas para orientar a condução da economia.
Durigan descartou alterar a meta de inflação estabelecida pelo CMN, mas defendeu abrir o debate sobre ajustes no cálculo dos índices de preços. O ministro da Fazenda ressaltou a necessidade de aprimorar a relação entre a área econômica e o Banco Central, sem mexer na meta vigente.
Segundo Durigan, o modelo atual valoriza itens que perderam peso ao longo do tempo e não acompanha a relevância crescente de serviços como streaming e nuvem. Ele afirmou que a metodologia não reflete plenamente o comportamento atual das famílias.
Em maio, a inflação medida pelo IPCA voltou a exceder o teto da meta de 3% anual, o que, para o ministro, não exige explicação imediata do BC, mas demanda posição caso o rompimento persista por meses seguidos. Durigan também ressaltou que a meta ainda não foi plenamente assimilada pela sociedade.
Para ampliar transparência, o ministro defendeu aprimoramentos no Boletim Focus, divulgado pelo BC com as expectativas do mercado. Ele avalia que o Focus pode incorporar novos índices para oferecer dados mais alinhados à condução da política econômica.
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