- A Unico acusa a Serasa de uso indevido de dados biométricos de milhões de brasileiros para consultas ligadas à identificação.
- O caso envolve ações cível e criminal e tramita sob segredo de Justiça; mandado de busca e apreensão foi cumprido por peritos criminais em São Paulo na quarta-feira (11).
- A Serasa nega as acusações, afirma que o processo tramita em segredo de Justiça e que atuam conforme a lei, prometendo se manifestar no processo.
- A Unico utiliza biometria facial e IA para validar identidades em tempo real; afirma que os dados acessados não são bancários, mas biométricos de clientes de bancos atendidos pela empresa.
- Serasa e a ClearSale teriam acessado serviços da Unico por meio da Skill Tecnologia, autorizada para uso em operações do Banco do Brasil; o BB afirma acompanhar o caso e que dados dos clientes continuam seguros.
A Unico, empresa de identidade digital e biometria facial, acusa a Serasa Experian de usar de forma indevida sua tecnologia. Segundo pessoas ouvidas pela Folha, isso tería permitido milhões de consultas a dados biométricos de brasileiros. A denúncia envolve dados de reconhecimento facial e biométricos, não informações bancárias.
A acusação tramisa em ações cível e criminal e está sob segredo de Justiça. Foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra a Serasa por peritos criminais em São Paulo na quarta-feira, 11. A informação foi adiantada pelo Valor Econômico.
A Serasa negou as acusações. Em nota, a empresa afirmou que o processo tramita em segredo de Justiça e que ainda não teve acesso aos autos para esclarecer o conteúdo. A Serasa reforçou que atua dentro da lei e que se manifestará no processo quando cabível.
Contexto das empresas
A Unico utiliza biometria facial e IA para validar identidades em tempo real e proteger cadastros e transações contra golpes. A Serasa, por meio de serviços de análise de crédito, fraude e cobrança, utiliza pontuação de risco para avaliar clientes.
Segundo apuração, a Serasa e a ClearSale teriam acessado serviços da Unico via a Skill Tecnologia, autorizada a operar apenas em operações do Banco do Brasil. O BB informou que acompanha o caso e que seus dados seguem em normalidade e segurança.
A matéria também aponta que o objetivo alegado é aprimorar sistemas de identificação da Serasa e da ClearSale, ampliando a base de identidades válidas. A Unico não comentou até o momento, e a Skill Tecnologia não respondeu aos contatos.
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