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Empresas brasileiras precisam crescer diante da instabilidade, diz especialista

Em cenário de juros elevados e volatilidade, empresas precisam adotar cenários alternativos e decisões rápidas para evitar paralisia e manter crescimento

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  • O cenário atual é de juros elevados, incerteza externa e mudanças tecnológicas rápidas, exigindo decisões mais ágeis e planejamento flexível.
  • Especialistas dizem que muitas empresas ainda agem como se a turbulência fosse passageira, adiando investimentos, contratações e planos de expansão.
  • O Indicador de Incerteza da Economia (FGV) recuou em maio, mas a média móvel trimestral segue em alta, puxada pela volatilidade externa, preços do petróleo e impactos em combustíveis e comida.
  • O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos propôs novas tarifas sobre importações de diversos países, elevando a exposição de cadeias produtivas brasileiras a fatores externos.
  • A recomendação é fortalecer caixa, revisar prioridades, acompanhar indicadores e adotar decisões mais rápidas e baseadas em cenários alternativos, pois a capacidade de execução e adaptação pode definir quem vence a instabilidade.

Na lista de desafios para o mercado brasileiro, a instabilidade econômica, política e tecnológica deixou de ser exceção e passou a rotina. Juros elevados, disputas comerciais e mudanças rápidas no comportamento do consumidor impactam decisões empresariais.

Especialistas dizem que esperar por um cenário previsível pode colocar empresas em desvantagem. Segundo André Atarão, da Alfaiate Consultoria em Estratégia, muitas companhias adiam investimentos, contratações e planos de expansão diante da volatilidade.

Para Atarão, a diferença entre prudência e paralisia é fundamental. Ele ressalta a necessidade de revisar cenários, proteger caixa e priorizar eficiência, sem deixar de decidir diante da incerteza.

A visão é apoiada por indicadores: o Indicador de Incerteza da FGV recuou em maio, mas a média móvel trimestral segue em alta, refletindo volatilidade externa, oscilações no petróleo e impactos sobre combustíveis e alimentos.

No cenário externo, o Escritório do Representante Comercial dos EUA sugeriu novas tarifas sobre importações de diversos países, incluindo o Brasil, elevando a exposição de cadeias produtivas a fatores externos.

No Brasil, o custo financeiro permanece um entrave. A Confederação Nacional da Indústria aponta que 56% dos empresários industriais pretendem investir em 2026, embora os juros altos dificultem esse planejamento.

Para Atarão, modelos de gestão excessivamente rígidos perdem eficácia diante de ciclos curtos. Ele recomenda cenários alternativos, revisões constantes, decisões progressivas e alta capacidade de adaptação.

A orientação do especialista é fortalecer caixa, revisar prioridades, acompanhar indicadores de mercado e adotar decisões mais ágeis. O risco é confundir cautela com imobilismo, afirma.

A transformação tecnológica intensifica a pressão. Inteligência artificial redesenha setores, e hábitos dos consumidores mudam rapidamente, tornando crucial não perder momentos de investimento, lançamento de produtos ou reposicionamento de marca.

Segundo Atarão, as empresas que atravessam esse período não são necessariamente as maiores, mas as de maior capacidade de execução e de ajuste rápido.

Medidas para enfrentar a instabilidade

Empresas devem trabalhar com cenários alternativos, revisões constantes e tomada de decisões progressivas, mantendo foco em cash, prioridades e velocidade de resposta.

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