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Forbes Brasil recebe investimento de fundo ligado ao Banco Master

Forbes Brasil seria ativo de fundo ligado ao Banco Master, segundo a CVM; empresa nega vínculos e contesta informações apresentadas.

O CEO e publisher da Forbes Brasil, Antonio Camarotti
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  • A FRBS Participações S.A. é apontada pela CVM como ativo principal de um fundo chamado Eagle Eye Investments, ligado ao grupo Astralo 95, integrante da rede de fundos investigados no caso Master; a Forbes Brasil nega qualquer vínculo societário com Vorcaro e com as empresas associadas.
  • Segundo registros da CVM, o Eagle Eye tem participação na FRBS de R$ 113,7 milhões, correspondendo a mais de noventa por cento do patrimônio líquido do fundo até o ano passado.
  • O documento de novembro de 2024 aponta um mútuo conversível de R$ 100 milhões entre o Eagle Eye e a FRBS, com previsão de quitação por emissão de novas ações, além de uma possível compra de ações por meio do acordo.
  • Advogados do liquidante do Banco Master identificam o Astralo 95 como parte da chamada estrutura Frozen, ligada a fundos investigados nas operações da PF.
  • A defesa de Katarina Camarotti afirma desconhecer o fundo Eagle Eye, a estrutura Astralo 95 e qualquer participação de Daniel Vorcaro na Forbes Brasil; a empresa sustenta não haver acionistas além de Antonio e Katarina Camarotti.

Forbes Brasil aparece como investimento de fundo ligado ao Banco Master

A Forbes Brasil, operada pela FRBS Participações S.A., está registrada pela CVM como ativo principal de um fundo de investimento conectado a estruturas investigadas pela Polícia Federal no caso Master. A informação consta de documentos da autarquia, que apontam participação da FRBS em fundos sob o guarda-chuva do Astralo 95.

A empresa dona da marca Forbes Brasil afirma desconhecer o sócio registrado na CVM e diz não ter vínculo societário com Vorcaro e empresas associadas. Em nota, Katarina Camarotti, diretora-executiva, afirma que o conteúdo divulgado está incorreto e que o fundo não é nem foi acionista da FRBS.

Estruturas e participantes

O Eagle Eye Investments, ativo dentro do Astralo 95, é citado como cotista único do Eagle Eye, que segundo a CVM detém participação relevante na FRBS. O contorno dessa relação faz parte das investigações que envolvem o ecossistema Master, com vínculos entre diversos fundos e empresas.

A gestão do Eagle Eye era realizada pela REAG Investimentos, que já foi alvo de investigações de lavagem de dinheiro e foi liquidada pelo Banco Central neste ano. O fundo não apresenta auditoria de balanço, segundo dados da CVM.

Montantes e registros na CVM

Conforme os registros, o Eagle Eye possuía participação de 113,7 milhões de reais na FRBS, montante que, historicamente, correspondia a grande parte do patrimônio líquido do fundo. O balanço de novembro de 2024 indicava 225.349 ações da FRBS sob controle do Eagle Eye, além de um mútuo conversível de 100 milhões de reais.

Katarina Camarotti nega qualquer mútuo dessa dimensão e afirma não conhecer o fundo Eagle Eye ou as estruturas associadas ao Astralo 95. A diretora executiva também contesta registros da CVM que apontam participação da FRBS por meio do Eagle Eye.

Contexto societário e atas

Segundo documentos da Junta Comercial de São Paulo, Antonio Camarotti e Katarina Camarotti detêm 100% das ações da FRBS Participações. Não há menção nos registros empresariais a participação de terceiros, o que contrasta com informações da CVM sobre o Eagle Eye.

A FRBS realizou três assembleias de acionistas desde 2024, com distribuição de dividendos de 16 milhões de reais aprovada em 2025. Katarina Camarotti afirma que não há acionistas além do casal, reforçando a versão de desconhecimento sobre vínculos com fundos citados.

Contexto adicional

A Forbes Brasil mantém atividades no país, incluindo uma marca licenciada, eventos de luxo e uma rádio em São Paulo. Reportagens associam o networking do empresário Vorcaro a encontros com Antonio Camarotti, embora estas ligações não indiquem participação direta na FRBS.

A CVM não comenta casos específicos, e a Next Auditores, listada como responsável pela auditoria de alguns fundos, disse não ter emitido relatório para o referido fundo. As investigações continuam em curso, com participação de autoridades e órgãos reguladores.

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