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Governo busca investidores para 8 ferrovias após atraso do programa

Governo busca investidores para leiloar oito ferrovias, com novos mecanismos de financiamento para superar o gap de viabilidade e acelerar os leilões

A carteira de projetos que está sendo divulgada pelo governo inclui novas linhas, expansão de malhas já existentes e conexões com hidrovias, rodovias e ferrovias
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  • Governo busca leiloar oito ferrovias privadas, mas cronograma atrasou e parte deve ficar para 2027; edital ainda não foi publicado.
  • Projetos já avançados aguardam análise técnica, econômica e socioambiental do TCU para ir a licitação; alguns dependem apenas de viabilidade para o leilão no segundo semestre.
  • Em estudo estão o Corredor Minas-Rio, o Anel Ferroviário Sudeste, a Ferrovia Malha Oeste e a Ferrogrão; há ainda duas audiências públicas (Corredor Leste-Oeste e Malha Sul) e duas em estudos técnicos (Extensão Norte da Norte-Sul e Luziânia-Brasília).
  • O governo foca em atrair investidores nacionais e internacionais, incluindo missões à China e roadshow em Londres, para apresentar a carteira de projetos e instrumentos de financiamento.
  • Estão previstos investimentos de longo prazo para o setor, com linha de crédito do BNDES de até quarenta anos, uso de contas vinculadas e aporte do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável para reduzir o gap de viabilidade.

O governo retoma a agenda de concessões de ferrovias privadas com foco em 8 linhas, em meio a atrasos no cronograma para 2026. O Ministério dos Transportes informou que busca atrair investidores nacionais e estrangeiros para viabilizar as primeiras privatizações.

A gestão de George Santoro afirma que novos mecanismos de financiamento serão apresentados para retomar os projetos. A ideia é avançar com leilões já nesta segunda metade de 2026, com parte das concessões mantida para 2027.

Apesar de o calendário ter ficado atrasado, a pasta mira realizar, no 2º semestre, pelo menos 4 leilões de projetos já adiantados. Esses empreendimentos aguardam apenas a viabilidade técnica, econômica e socioambiental do TCU.

Entre os projetos já no exame do TCU estão o Corredor Minas-Rio, o Anel Ferroviário Sudeste, a Ferrovia Malha Oeste e a Ferrogrão. Outras duas iniciativas estão em audiência pública (Corredor Leste-Oeste e Malha Sul).

Ainda em estudo, ficam a Extensão Norte da Ferrovia Norte-Sul e a Ferrovia de passageiros Luziânia-Brasília. O objetivo é avançar lentamente conforme as etapas técnicas forem sendo aprovadas pelo tribunal.

Paralelamente, o governo busca ampliar a atuação internacional para captar recursos. Uma missão conjunta levou representantes do Ministério dos Transportes, ANTT, BNDES, B3 e Infra S.A à China, para apresentar a carteira de projetos.

O grupo realizou encontros com mais de 10 instituições e empresas chinenses de infraestrutura, logística e investimentos. Há planejamento de novo roadshow em Londres, para atrair mais interessados no financiamento.

A carteira de projetos prevê a integração da malha ferroviária com hidrovias, rodovias e outras linhas existentes, buscando transformar o mapa logístico do país. A meta é reduzir o custo Brasil e acelerar exportações.

No plano de financiamento, destaca-se uma linha de crédito do BNDES com prazo de até 40 anos voltada a ferrovias. Além disso, há proposta de contas vinculadas aos projetos, já com parecer favorável da AGU e sob avaliação do TCU.

Outra peça é o uso do FDIRS, o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável. O ministério planeja adquirir cotas e realizar contratos de swap com bancos multilaterais para cobrir o chamado Gap de Viabilidade.

O Gap de Viabilidade é o principal desafio financeiro, pois muitos projetos greenfield apresentam fluxo de caixa negativo nos primeiros anos, devido ao longo período de construção sem receita.

Especialistas apontam que, ao contrário de rodovias, as ferrovias costumam levar anos até começar a gerar receita, o que dificulta a atratividade para o capital privado sem garantias legais e ajustes de financiamento.

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