- O Ibovespa caiu 0,42% no pregão, destoando do bom desempenho das bolsas estrangeiras.
- O recuo ocorreu após a alta recente do petróleo, com expectativa de que navios voltem a atravessar Ormuz, levando o barril a US$ 83.00.
- As ações das petrolíferas brasileiras desabaram, ajudadas pela queda do petróleo.
- O dia começou com a bolsa em elevação e o dólar em queda, mas a tarde houve reversão; dólar fechou em R$ 5,06.
- Economistas apontam recolocação de capital estrangeiro para tecnologia nos Estados Unidos e maior volatilidade para o Brasil, mesmo com o cessar-fogo.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,42% nesta sessão, contrastando com o bom desempenho das bolsas globais. O dia começou com pregões positivos, dólar em queda, mas a virada veio no decorrer da tarde.
A queda ocorreu principalmente por causa do petróleo, que recuou após a expectativa de normalização do tráfego de navios em Ormuz. O barril chegou a ser negociado perto de US$ 83, nível não visto desde o início da guerra, o que pesou sobre as ações das petroleiras brasileiras.
Segundo analistas, houve uma reavaliação de portfólios diante da nova realidade de inflação e da volatilidade global. Enquanto o exterior mostrava sinais de força, o mercado brasileiro migrou parcialmente para ações de tecnologia, em especial nos Estados Unidos.
Ainda conforme especialistas, o cenário pode manter volatilidade no curto prazo. A queda do petróleo ajuda em termos inflacionários e de custo logístico, mas o impacto no mercado brasileiro pode permanecer sensível a novidades sobre petróleo e crise geopolítica.
O dólar fechou em alta de 0,4%, cotado a R$ 5,06. O petróleo em queda contribuiu para alívio de custos, mas o ambiente externo permanece como fator de incerteza para o Ibovespa e para o câmbio. O índice japonês terminou o dia em forte alta, perto de 5%.
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