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Influência digital cresce, porém consumidores confiam em pessoas mais que em IA, diz estudo

Estudo aponta que, embora o alcance digital cresça, consumidores ainda confiam mais em pessoas e em experiências reais; IA é aceita quando transparente

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  • A influência digital no setor de bebidas cresce, mas consumidores continuam confiando em recomendações humanas e em experiências reais.
  • Existem diferenças geracionais: 75% das pessoas com mais de 55 anos não gostam de IA em marketing de bebidas; 60% dos jovens de 18 a 34 anos preferem campanhas com toque humano.
  • Mais de 80% acreditam identificar conteúdo gerado por IA; 75% dos 18 a 34 anos estão confortáveis com IA se houver transparência sobre seu uso.
  • Formas de descoberta: 43% aprendem sobre marcas em loja, 42% por amigos e familiares, 10% online; destaca-se a importância de SEO e IA generativa.
  • Em cidades do Reino Unido, Manchester se destaca na descoberta em bares e restaurantes; Cardiff, Newcastle, Nottingham e Southampton preferem experimentação na loja; a tendência é combinar storytelling digital com recomendações presenciais.

A influência digital cresce no setor de bebidas, mas consumidores continuam a confiar mais em recomendações humanas e experiências reais. Pesquisa encomendada pela Chelsea Co. aponta que canais digitais ganham peso, sem substituir a confiança em pessoas.

O estudo, realizado pela Leadership Factor com mais de 1.000 adultos que costumam consumir bebidas alcoólicas, analisa hábitos em um mercado cada vez mais competitivo. Os respondentes revelam divisões geracionais sobre IA, comunicação digital e fatores de descoberta.

Três quartos dos entrevistados com mais de 55 anos rejeitam o uso de IA em ações de marketing de bebidas. Entre os jovens de 18 a 34 anos, 60% preferem campanhas que transmitam um “toque humano”.

Descoberta, confiança e formatos

Mais de 80% acreditam conseguir identificar conteúdo criado por IA. Mesmo assim, 75% dos jovens (18–34) se sentem confortáveis com IA se as marcas forem transparentes sobre seu uso, contra apenas 7% entre quem tem 65 anos ou mais.

Durante o estudo, a importância de estilos de comunicação humanos ficou clara. Anthon, fundadora da Chelsea Co., afirma que marcas precisam criar conversas e experiências além da simples presença online.

Canais de descoberta e preferência de mídia

A pesquisa mostra que 43% ainda descobrem marcas de bebidas em lojas, e 42% por meio de amigos e familiares. Online representa 10% das descobertas, evidenciando relevância de SEO e IA generativa.

A história da marca e o design aparecem como influenciadores mais fortes do que o preço (27% vs 24%), independentemente da idade. A comunicação digital é apontada por 46% como canal mais eficaz.

Engajamento dos mais jovens e sustentabilidade

Entre 18–34 anos, 67% utilizam redes sociais ou plataformas online para conhecer novas marcas de bebidas. O estudo recomenda que produtores demonstrem pagamentos éticos e compromissos com sustentabilidade.

Sustentabilidade e conteúdo envolvente são fatores relevantes para esse grupo, com 45% citando sustentabilidade e 54% valorizando conteúdo autêntico.

Diferenças regionais no Reino Unido

Manchester aparece como a principal cidade para descoberta de bebidas em bares e restaurantes, segundo 68% dos entrevistados. Em Cardiff, Newcastle, Nottingham e Southampton, mais da metade prefere testagem em loja.

Anthon conclui que experiências presenciais continuam sendo o caminho preferido para explorar novas bebidas, especialmente pela natureza social do consumo. O desafio é inserir marcas nesses momentos sem agir de forma forçada.

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