- Justiça aprovou, nesta segunda-feira, o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, dono de Tok&Stok e Mobly, apresentado em 12 de maio de 2026.
- A decisão envolve a empresa e suas subsidiárias, após reunião do Conselho de Administração, devido a uma dívida superior a R$ 1 bilhão.
- Entre os motivos apontados estão juros elevados, maior endividamento das famílias, menor acesso a crédito, atraso de compras pelos consumidores, queda de vendas e problemas temporários de estoque.
- A recuperação judicial oferece proteção contra cobranças e execuções enquanto é elaborado um plano de renegociação de dívidas e condições de pagamento.
- O plano deve apresentar alternativas como prazos, descontos ou outras condições para quitar os débitos.
O Grupo Toky, controlador das marcas Tok&Stok e Mobly, obteve nesta segunda-feira a aprovação da Justiça para a recuperação judicial de suas operações e subsidiárias. A medida foi confirmada após a empresa apresentar o pedido em 12 de maio de 2026, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.
A decisão envolve a recuperação de empresas com dívida superior a 1 bilhão de reais, conforme informou o grupo. A apresentação ocorreu após uma reunião do Conselho de Administração, que avaliou o cenário financeiro e as dificuldades enfrentadas pelos negócios do grupo.
Segundo o fato relevante, os fatores que contribuíram para o endividamento incluem juros altos, maior endividamento das famílias, dificuldade de acesso a crédito e adiamento de compras por parte dos consumidores. Além disso, houve queda de vendas e problemas temporários de estoque que impactaram o caixa.
A recuperação judicial, prevista na Lei nº 11.101/2005, oferece proteção contra cobranças e execuções durante a renegociação. O Toky deverá apresentar um plano para reestruturar dívidas, com prazos, descontos ou outras condições de pagamento.
Contexto da recuperação
O plano deverá detalhar condições para credores, prazos e metas de recuperação, visando manter as operações das marcas Tok&Stok e Mobly. A divulgação oficial reiterou o objetivo de preservar negócios, empregos e rede de lojas.
O Grupo Toky não informou prazo para conclusão da recuperação nem estimativas de impactos adicionais sobre a operação. O próximo passo envolve a etapa de aprovação do plano pelos credores e pelo judiciário.
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