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Justiça impede despejo da Tok&Stok ao deferir proteção contra credores

Justiça concede stay de 180 dias, impedindo despejos de imóveis considerados essenciais às operações da Tok&Stok e Mobly durante a recuperação judicial

Loja Tok&Stok: crise agravada por juros elevados e retração no consumo de bens duráveis
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  • O juiz Henrique Inoue, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, deferiu a recuperação judicial do grupo Toky e determinou stay period de 180 dias, suspendendo despejos contra imóveis essenciais às operações da Tok&Stok e da Mobly.
  • A medida proíbe ações de despejo e medidas de desocupação nesses pontos considerados essenciais às atividades das empresas por até 180 dias, prorrogáveis uma vez.
  • O processo envolve dívidas de cerca de R$ 1,1 bilhão; a crise é atribuída a fatores como juros elevados, retração do consumo, impactos da pandemia e disrupções na cadeia de suprimentos.
  • O stay period também abrange bloqueios e outras restrições sobre bens da devedora ligados a créditos em recuperação, além de ter sido responsável pelo desbloqueio de valores bloqueados pela SRM Bank Instituição de Pagamento.
  • A administradora judicial designada é a AJ Ruiz Consultoria Empresarial, responsável por acompanhar a recuperação, apresentar relatórios e apurar movimentações financeiras e condutas envolvendo sócios e administradores.

Na decisão que deferiu a recuperação judicial do grupo Toky, o juiz Henrique Inoue, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, suspendeu por 180 dias despejos e desocupação envolvendo imóveis essenciais às operações da Tok&Stok e Mobly. A medida, conhecida como stay period, prevê a suspensão de cobranças até a negociação com credores.

O objetivo é evitar que a crise de caixa gere paralisação operacional, fechamento de lojas, ruptura logística e queda de receita. Fundos de investimento imobiliário que têm participação com o grupo atuam como credores indiretos, incluindo propriedades alugadas para a Tok&Stok em Extrema (MG) e ativos ligados ao Shopping Pátio Higienópolis.

O processo envolve cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas. A recuperação judicial foi acionada após bloqueio de recebíveis de cartão de crédito pela SRM Bank, que, segundo o grupo, comprometeu o fluxo de caixa para salários, fornecedores e operações digitais.

Mudança de gestão e supervisão

A administração judicial ficará a cargo da AJ Ruiz Consultoria Empresarial, responsável por fiscalizar atividades, apresentar relatórios mensais e apurar movimentações financeiras, além de investigar possíveis conflitos de interesse entre partes ligadas.

O stay period abrange, por 180 dias, retenções, penhoras e outras medidas sobre bens da devedora relacionados a créditos em recuperação. A decisão não implica aprovação do plano de recuperação, que ainda será apresentado pelo grupo Toky aos credores.

O grupo cita dificuldades agravadas por juros elevados, retração do consumo e impactos da pandemia, além de disfunções na cadeia de suprimentos entre 2022 e 2025. A combinação de negócios entre Tok&Stok e Mobly, concluída em 2024, não atingiu as sinergias previstas.

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