- O membro do Conselho do Banco Central Europeu, Joachim Nagel, afirmou que não haverá alívio imediato da inflação mesmo com a reabertura do Estreito de Ormuz.
- Segundo ele, levará meses para o abastecimento de petróleo voltar ao nível pré-guerra, mantendo pressão sobre preços.
- Autoridades dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um acordo preliminar para encerrar o conflito e reabrir o estreito, o que fez os preços do petróleo caírem.
- O BCE, que elevou as taxas de juros pela primeira vez em quase três anos na semana passada, não descartou novas decisões na reunião de 22 a 23 de julho.
- Nagel destacou que é provável uma escala de inflação mais alta quando as medidas governamentais para conter os preços da energia expirarem, ainda que descontos de combustível tenham reduzido a inflação em maio.
O membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), Joachim Nagel, afirmou nesta segunda-feira que não haverá alívio imediato da inflação impulsionada pela energia, mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo ele, levará meses para o abastecimento de petróleo retornar aos níveis pré-guerra.
Autoridades dos EUA e do Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar o conflito e permitir a passagem pelo estreito, rota vital para o comércio de energia. A notícia fez com que as cotações do petróleo recuassem no mercado internacional.
Nagel reiterou que todas as opções de política monetária permanecem abertas para a reunião do BCE, marcada para 22 a 23 de julho. Ele destacou que o exercício de política continua entre manter as taxas estáveis ou elevá-las.
O presidente do BCE lembrou ainda que o banco elevou os juros pela primeira vez em quase três anos na semana passada, para conter a inflação. Ele citou a expectativa de novo choque inflacionário quando medidas de apoio aos preços de energia expirarem.
Nagel citou que medidas governamentais, como descontos no combustível na Alemanha, já ajudaram a reduzir a inflação na zona do euro em maio, mas que esse efeito não deve durar para sempre. Segundo ele, a normalização do abastecimento energético ainda depende de fatores externos.
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