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Mercado eleva projeção de déficit público de R$57,8 bi para R$59 bi

Mercado eleva deficit primário de R$ 57,8 bilhões para R$ 59 bilhões em 2026 e projeta 2027 em R$ 54,7 bilhões, com inflação de 5,18% em 2026 e 4,18% em 2027

Relatório Prisma Fiscal, da Secretaria de Política Econômica, mostra piora nas estimativas para o resultado primário e aumento das projeções de inflação
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  • Mediana das projeções para o deficit primário do governo central em 2026 passou de R$ 57,8 bilhões para R$ 59 bilhões; em 2027, de R$ 48 bilhões para R$ 54,7 bilhões.
  • Deficit nominal previsto para 2026 subiu para R$ 1,08 trilhão e para 2027, para R$ 1,09 trilhão.
  • Dívida bruta do governo geral fica estável em 83% do PIB em 2026 e sobe para 86,5% do PIB em 2027.
  • Receitas federais projetadas passam de R$ 3,14 trilhões para R$ 3,16 trilhões em 2026; e de R$ 3,33 trilhões para R$ 3,35 trilhões em 2027; despesas elevam-se para R$ 2,62 trilhões (2026) e R$ 2,78 trilhões (2027).
  • Inflação pelo INPC prevista em 2026 é de 5,18% e, em 2027, de 4,18%; PIB nominal aponta 13,57 trilhões (2026) e 14,45 trilhões (2027); deflator do PIB sobe para 5,14% em 2026.

O mercado elevou as projeções para o deficit público em 2026 e 2027, segundo o Prisma Fiscal de junho. O relatório, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, aponta piora das contas públicas e inflação mais alta para 2026 e 2027.

Para 2026, a mediana das estimativas para o resultado primário passou de deficit de 57,8 bilhões para 59 bilhões de reais. Em 2027, o deficit primário também piorou, de 48 bilhões para 54,7 bilhões de reais.

O déficit nominal, que inclui juros da dívida, subiu de 1,05 trilhão para 1,08 trilhão em 2026. Em 2027, a projeção passou de 1,06 trilhão para 1,09 trilhão.

Apesar das deteriorações no saldo, a dívida bruta segue estável, com 83% do PIB em 2026 e 86,5% em 2027, segundo o Prisma Fiscal. A variação reflete o conjunto de despesas e receitas estimadas pelo mercado.

As receitas federais projetadas para 2026 subiram de 3,14 trilhões para 3,16 trilhões de reais. Em 2027, a expectativa passou de 3,33 trilhões para 3,35 trilhões.

As despesas totais também foram revisadas: 2026 fica em 2,62 trilhões de reais e 2027 em 2,78 trilhões, indicando maior gasto agregado ao longo do período.

Inflação e atividade econômica

A principal mudança macroeconômica é a inflação, medida pelo INPC. Em 2026, a mediana subiu de 4,75% para 5,18%. Em 2027, a estimativa avançou de 4% para 4,18%.

Ainda segundo o relatório, a atividade econômica teve leve ajuste: o PIB nominal passou a 13,57 trilhões de reais em 2026 e 14,45 trilhões em 2027. O deflator do PIB foi revisado para 5,14% em 2026.

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