- O CEO da Nissan, Ivan Espinosa, disse que a empresa pretende acelerar significativamente o desenvolvimento de novos modelos, adotando métodos usados por parceiras chinesas e reduzindo pela metade o tempo de lançamento até cerca de 30 meses.
- O objetivo é diminuir o ciclo de desenvolvimento de um carro de aproximadamente 55 meses para 30 meses, com projetos derivados podendo ficar em até 20 meses.
- O retorno do Skyline está confirmado, com uma nova geração prevista entre o fim de 2026 e o início de 2027, mantendo referências ao design do modelo original.
- A Nissan tem fortalecido a parceria com a China, especialmente com a Dongfeng, visando acelerar tecnologias e produtos, principalmente no segmento de veículos elétrificados.
- A estratégia faz parte de um amplo plano de recuperação que inclui simplificação de plataformas, redução de custos, fechamento de fábricas e corte de funcionários até 2027.
Em meio a uma reestruturação global, o CEO da Nissan, Ivan Espinosa, afirmou à Nikkei Asia que a empresa quer acelerar o desenvolvimento de novos modelos. A meta é reduzir pela metade o tempo de entrada de um veículo no mercado, adotando métodos usados por parceiras chinesas.
A iniciativa prevê abandonar processos mais lentos e adotar uma estrutura diferente, semelhante à das fabricantes chinesas, reconhecidamente rápidas na inovação. O objetivo é reduzir o ciclo de desenvolvimento de um carro de cerca de 55 meses para aproximadamente 30 meses; projetos derivados podem ficar em torno de 20 meses.
A aproximação com o mercado chinês é estratégica para a Nissan. A empresa já mantém parceria de longa data com a Dongfeng e, recentemente, expandiu a colaboração com outras companhias locais para acelerar tecnologias, especialmente no segmento de veículos eletrificados.
Entre os projetos em pauta, está a volta do Skyline ao mercado. O executivo apontou que uma nova geração do modelo será apresentada entre o fim de 2026 e o início de 2027, com foco em eletrificação e possíveis tecnologias desenvolvidas em conjunto com parceiros chineses.
Executivos da Nissan indicam que o design do Skyline poderá remeter ao passado, mantendo a identidade histórica da marca. Especulações circulam sobre a possibilidade de o modelo apresentar um motor V6 biturbo VR30DDTT em torno de 420 cv, com torque próximo a 52,7 kgfm.
A estratégia de produtos também envolve simplificação de plataformas e redução da diversidade de componentes. A mudança cultural visa ampliar agilidade, diminuir custos e respaldar a recuperação da empresa, que prevê ainda cortes de custos, fechamento de fábricas e redução de quadro até 2027.
Dentro desse movimento, a China passou a ocupar papel central na estratégia. Modelos como o sedã elétrico N7, desenvolvido com a Dongfeng, ilustram a nova filosofia de ciclos mais curtos e maior integração com fornecedores locais, fortalecendo a presença da Nissan no mercado asiático.
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