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Petróleo cai quase 5% após acordo EUA-Irã, mas não retoma nível pré-guerra

Petróleo cai após acordo entre EUA e Irã, mas fica longe dos níveis pré-guerra; analistas projetam faixa de US$ 80–90 por barril no médio prazo

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  • O petróleo Brent caiu 4,55%, para US$ 83,36 o barril, após EUA e Irã anunciarem acordo para encerrar o conflito, segunda-feira.
  • Analistas dizem que a queda ainda deve ser limitada devido a incertezas sobre o estreito de Hormuz e o comportamento de Israel, além de não esperar patamar pré-guerra rapidamente.
  • O estreito de Hormuz responde por cerca de vinte por cento do petróleo e do gás natural comercializados mundialmente.
  • Expectativas apontam preço entre US$ 80 e US$ 90 por barril no médio prazo, desde que o compromisso de paz seja firme e a passagem pelo estreito seja segura.
  • O fim do conflito e a menor volatilidade podem reduzir pressões inflacionárias no Brasil, mas o cenário depende de fatores como El Niño e evolução do programa nuclear iraniano.

O preço do petróleo recuou quase 5% após o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra, mas analistas destacaram que a recuperação integral ainda é improvável. O Brent fechou em baixa de 4,55% na cotação de US$ 83,36 por barril, em meio a expectativas de normalização de fluxos e estoques.

Embora a notícia tenha trazido alívio inicial, há incertezas sobre o estreito de Hormuz e o comportamento de Israel, fatores que podem manter a volatilidade. Antes do conflito, o petróleo operava próximo de US$ 70, patamar que ainda não deve retornar rapidamente.

A região do Golfo abriga cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados globalmente, e o bloqueio durante o conflito provocou crises de abastecimento que afetaram combustíveis, frete e fertilizantes em várias economias.

Reação do mercado e cenários

Analistas apontam que o preço pode oscilar entre US$ 80 e US$ 90 por barril no médio prazo, condicionando-se à firmeza do acordo e à resposta de Israel. A velocidade do retorno do tráfego no estreito também é crucial, com riscos de minas e de interrupções logísticas.

O avanço na produção de fontes alternativas, como Estados Unidos e Venezuela, contribuiu para estabilizar o mercado, mesmo com o fim do conflito ainda incerto. Segundo a visão de especialistas, a normalização completa levará tempo e pode manter a volatilidade.

Para a indústria, a noticia é vista como positiva para a economia global e para o controle da inflação no Brasil, ainda que haja dúvidas sobre a recuperação de preços aos níveis pré-conflito. Economistas destacam que fatores como o El Niño devem influenciar o preço do petróleo no segundo semestre.

Perspectivas para inflação e consumo

Autorrese desde o Focus, a inflação acumulada nos 12 meses até maio ficou em 4,72%, com projeções de que o IPCA encerre 2026 próximo do teto de 4,5%, embora haja cautela entre analistas sobre a direção dos preços. Especialistas enfatizam que o petróleo não é o único determinante da inflação.

O Itaú BBA revisou suas expectativas, estimando que o petróleo possa ficar em US$ 85 no fim de 2026 e US$ 75 no fim de 2027, sem trazer ainda a certeza de reversão ao patamar anterior à guerra. A projeção ressalta o impacto de fatores geopolíticos e condições climáticas no Oriente Médio.

Economistas destacam que, apesar da sinalização de diminuir a volatilidade, não há garantia de que o petróleo retorne aos níveis de 2020 ou 2021. O mercado permanece atento ao desenrolar do acordo e às respostas de países produtores e consumidores.

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