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Selic atinge maior nível em ano eleitoral desde 2006

Selic permanece alta, a maior em ano eleitoral desde 2006; mesmo com corte esperado para 14,25%, tema econômico passa a definir as pré-campanhas

Galípolo: presidente afirma que BC não será “palanque para a política”, e continuará atuando de forma técnica — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo - 25/5/2026
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  • A Selic está no nível mais alto em ano eleitoral nos últimos vinte anos, segundo projeções.
  • Há expectativa de corte de 14,5% para 14,25% ao ano ainda nesta semana.
  • Mesmo com o possível recuo, agosto, mês de início da campanha, terá a Selic elevada.
  • O tema dos juros volta às pautas das pré-campanhas.
  • Lula disputou a reeleição há vinte anos com juros de 14,75%, e o desfecho de 2026 permanece incerto.

A taxa Selic permanece em patamar elevado para o ano eleitoral. Mesmo com a expectativa de redução do juro básico de 14,5% para 14,25% ao ano ainda nesta semana, o Brasil chegará a agosto com a menor taxa desde 2006, período de início de uma campanha presidencial.

O cenário afeta a disputa entre os candidatos ao Palácio do Planalto, já que juros altos influenciam o custo de crédito, investimentos e consumo. A volatilidade da Selic, que impacta a economia real, é tema constante nas conversas entre palanques e analistas.

Quem esteve no centro da discussão histórica foi o ex-presidente Lula. Em 2006, ele disputou a reeleição sob juros em patamar próximo ao atual, encerrando aquele mandato com a Selic em 13,75% e o aperto monetário reunindo impactos políticos e econômicos. A comparação ajuda a entender o peso do tema nas campanhas de 2026.

Panorama para 2026

  • Abertura da campanha em agosto eleva a relevância da política econômica na disputa.
  • Bancos e investidores monitoram sinais do BC sobre trajeto da Selic e calendário de cortes.
  • A incerteza sobre o desfecho da eleição mantém o tema em pauta nas pré-campanhas, com impactos esperados sobre decisões de consumo e investimento.

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