- O governo da Escócia planeja emitir seus primeiros títulos, com a venda prevista para os próximos meses, marcando a primeira vez que o mercado de dívida avalia os riscos da independência.
- Os títulos são apelidados de “kilts”, em referência aos gilts britânicos, que são os títulos do Reino Unido.
- A manobra permite que investidores e bancos lidem diretamente com a Escócia, e não via o governo de Westminster.
- O objetivo é tornar os mercados mais confortáveis com a ideia de secessão, ao mostrar que a Escócia pode emitir dívida com avaliação própria.
- O movimento é apoiado pelo Partido Nacional Escocês, que defende a separação do Reino Unido.
O governo da Escócia planeja, pela primeira vez, submeter o risco da eventual separação do Reino Unido ao mercado de títulos. Em Edimburgo, pretende lançar seus primeiros bonos, chamados de kilts, nos próximos meses.
A iniciativa marca uma tentativa de aproximar investidores e bancos da agenda de independência defendida pelo SNP, o principal partido no governo. A ideia é que o mercado avalie diretamente os riscos da ruptura, em vez de depender apenas de decisões de Westminster.
Os kilts serão comparados aos gilt britânicos e devem permitir que os mercados tratem da economia escocesa de forma mais autônoma. O movimento é visto como uma forma de tornar a pauta de secessão menos mediada por autoridades federais.
Segundo relatos, a administração escocesa aposta na participação direta do mercado para ganhar legitimidade junto a investidores. A medida ocorre em meio a debates sobre o futuro político da região e à tentativa de sinalizar credibilidade econômica.
A notícia foi veiculada pela Bloomberg, que aponta que os planos são parte de uma estratégia de financiamento e comunicação ao mesmo tempo. Autoridades em Edimburgo não detalharam datas de lançamento ou termos dos títulos.
Entre na conversa da comunidade