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A era da aposentadoria tranquila acabou, dizem avós ocupados

Nos EUA, 15% dos avós cuidam dos netos diariamente, somando mais de 500 horas/ano e alimentando uma economia de 904 bilhões de dólares

Francine Griesing, 68, said she still works part time as a lawyer. She watches her granddaughter at least 15 hours per week.
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  • Pesquisa da AARP aponta que 15% dos mais de sessenta e cinco milhões de avós nos Estados Unidos cuidam dos netos diariamente ou quase diariamente.
  • Em média, avós dedicam mais de quinhentos horas por ano ao cuidado dos netos, o equivalente a doze semanas e meia de trabalho em tempo integral.
  • A soma entre apoio financeiro direto e cuidado não remunerado coloca o que chamam de “economia dos avós” em 904 bilhões de dólares.
  • Muitos avós, como Kasia Gay, de 69 anos, e Francine Griesing, de 68, ajudam com cuidado, transporte e tarefas domésticas, mantendo negócios ou empregos em meio a essa rotina.
  • Ainda que a maior parte veja o papel como positivo, cerca de 11% relatam sentir-se desvalorizados e 13% dizem sentir-se fisicamente exaustos pelo cuidado.

Os avós cuidando de netos deixaram de ser exceção nos Estados Unidos. Pesquisa da AARP com 3.300 avós mostra que 15% fornecem cuidado diário ou quase diário, somando mais de 500 horas por ano, o equivalente a 12,5 semanas de trabalho em tempo integral.

Entre os casos, Kasia Gay, 69 anos, ficou viúva e se dedica a buscar os netos na escola e lavar roupas da família, dedicando grande parte do tempo aos netos. Francine Griesing, 68, trabalha meio período como advogada e oferece pelo menos 15 horas semanais de cuidado gratuito para dois netos.

A pesquisa também traz contexto sobre o custo dessa ajuda: em média, os avós gastam 2.654 dólares por ano com seus netos, incluindo mais de 700 dólares com presentes e necessidades básicas. Ao somar cuidado não pago e suporte financeiro, o chamado “economia dos avós” chega a 904 bilhões de dólares.

Economia e custos

AARP aponta que 28% dos avós ou das famílias dos netos mudaram de residência para ficar mais perto. Em contraste, 11% relatam sentir-se subvalorizados e 13% dizem estar fisicamente exaustos pelo cuidado diário, impactando rendimentos fixos de aposentadoria.

Segundo Debra Whitman, executiva da associação, os avós são uma base econômica importante para o país, ainda que muitas vezes não recebam o reconhecimento adequado. A realidade varia conforme famílias, locais e situações legais e financeiras.

Desafios e escolhas

Casos como o de Gay ilustram vínculos estreitos com os netos, com celebração de datas especiais e apoio contínuo, mesmo diante de tensões familiares. Griesing enfatiza a satisfação de ser avó, mesmo com cansaço, destacando o papel essencial na vida das crianças.

Os dados destacam que a maioria aprecia o convívio com os netos, mas muitos precisam equilibrar renda, saúde e custos de vida. A pesquisa reforça a percepção de que os avós são parte central do suporte familiar nos EUA, com impactos sociais e econômicos significativos.

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