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Abates de bovinos, suínos e frangos apresentam resultado no 1º trimestre

Abates de bovinos, suínos e frangos atingem o melhor 1º trimestre da série histórica, com alta de fêmeas e aquisição de leite recorde

Brasil produz 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 1º trimestre - Foto: Acervo IBGE
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  • No primeiro trimestre de 2026, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos, alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025, mas queda de 6,9% ante o quarto trimestre de 2025.
  • O abate de suínos atingiu 15,27 milhões de cabeças, +5,5% vs o 1º trimestre de 2025, e -0,1% em relação ao 4º trimestre de 2025.
  • Para frangos, foram abatidas 1,71 bilhão de cabeças, resultado 3,6% superior ao 1º tri de 2025, porém 0,5% menor que o 4º trimestre de 2025; é o melhor desempenho para um 1º trimestre na série histórica.
  • A produção de carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas no trimestre, com ganho de 5,1% frente ao 1º tri de 2025 e queda de 10,3% frente ao trimestre anterior.
  • A aquisição de leite cru no 1º tri de 2026 atingiu 6,78 bilhões de litros, maior volume já registrado para esse período; o preço médio pago aos produtores foi de R$ 2,24, com alta ao longo do trimestre.
  • A produção de ovos de galinha ficou em 1,21 bilhão de dúzias no 1º tri de 2026, +0,4% frente ao mesmo período de 2025 e -3,5% em relação ao 4º tri de 2025, com São Paulo respondendo por 24,6% da produção nacional.

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil atingiu recordes no abate de animais, segundo as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha do IBGE. Os números indicam o melhor desempenho já registrado para bovinos, suínos e frangos nesse período.

Foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos, alta de 3,3% frente ao 1º trimestre de 2025, e queda de 6,9% em relação ao quarto trimestre de 2025. O abate de suínos ficou em 15,27 milhões de cabeças, 5,5% acima do 1º tri de 2025 e 0,1% abaixo do 4º tri de 2025. Entre os frangos, foram 1,71 bilhão de cabeças, 3,6% acima de 2025, mas 0,5% abaixo do 4º tri de 2025.

Desempenho por atividade

Esse foi o melhor resultado histórico para o abate conjunto de bovinos, suínos e frangos, desde o início da série em 1997. A produção de carcaças bovinas atingiu 2,63 milhões de toneladas, 5,1% acima de 2025, porém 10,3% menor que no trimestre anterior. A carcaça de suínos somou 1,43 milhão de toneladas, com alta de 6,9% frente ao 1º tri de 2025 e aumento de 1,0% ante o trimestre passado. As carcaças de frango totalizaram 3,73 milhões de toneladas, 6,9% acima de 2025 e 2,2% acima do 4º tri de 2025.

A participação de fêmeas no abate de bovinos chegou a 49,9%, o maior ritmo já registrado. A leitura do IBGE aponta que esse movimento sinaliza a retomada do crescimento do abate de fêmeas após dois trimestres de queda, conforme o gerente de Pecuária Octávio Oliveira.

Mato Grosso manteve a liderança no abate de bovinos, com 17,5% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%). Entre suínos, Santa Catarina ficou em primeiro lugar, com 28,1%, seguido por Paraná (20,9%) e Rio Grande do Sul (17,8%). No abate de frangos, o Paraná respondeu por 35,0% da produção, à frente de Santa Catarina (13,3%), Rio Grande do Sul (11,8%) e São Paulo (10,9%).

Leite, couro e ovos

A aquisição de leite cru por estabelecimentos com inspeção sanitária atingiu 6,78 bilhões de litros no 1º trimestre de 2026, o maior volume já registrado para esse período. O preço líquido médio pago aos produtores foi de R$ 2,24 por litro, 18,8% inferior ao 1º tri de 2025, com tendência de alta ao longo do trimestre, de 2,10 em janeiro a 2,44 em março.

Entre as unidades da federação, as maiores altas no leite aparecem no Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Ceará. No setor do couro, as curtumes que processam ao menos 5.000 peças receberam 10,75 milhões de peças no 1º tri de 2026, estável frente a 2025, mas 3,3% abaixo do 4º tri de 2025. Goiás liderou as aquisições de couro cru, com 19% da participação, seguido por Mato Grosso (16,8%) e Mato Grosso do Sul (12,1%).

A produção de ovos de galinha chegou a 1,21 bilhão de dúzias, crescimento de 0,4% frente a 2025, porém queda de 3,5% ante o 4º tri de 2025. São Paulo respondeu por 24,6% da produção nacional, seguido por Minas Gerais (10,2%), Paraná (9,8%) e Espírito Santo (7,9%).

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