Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Acordo com o Irã aponta pico da inflação nos EUA, cenário incerto

Acordo com o Irã indica que o pior da inflação nos EUA pode ter ficado para trás, porém normalização do Estreito de Ormuz e recuperação econômica seguem incertas

Queda do petróleo após o acordo reforça a expectativa de inflação menor nos EUA, mas especialistas veem riscos para o consumo e o crescimento nos próximos meses.
0:00
Carregando...
0:00
  • Um possível memorando de entendimento entre EUA e Irã sugere que o pico da inflação nos Estados Unidos pode ter ficado para trás, mas o cenário ainda é incerto.
  • Economistas dizem que o restabelecimento do tráfego pelo Estreito de Ormuz e a recuperação dos preços da gasolina devem levar tempo.
  • A inflação anual nos EUA acelerou para 4,2% em maio, com grande parte do avanço vindo de custos de energia; a expectativa é de queda gradual.
  • A notícia do acordo fez o petróleo cair e as ações subirem, ainda que haja cautela quanto ao fechamento definitivo do acordo.
  • Especialistas destacam que, mesmo com sinais de arrefecimento, a normalização completa do comércio no estreito e a recuperação da economia levarão mais tempo, mantendo incertezas sobre o ritmo do consumo.

O acordo de paz entre EUA e Irã, se mantido, sugere que o pior da inflação ligada ao conflito pode ter passado, mas o cenário permanece incerto para consumidores e economia. Economistas destacam que a normalização do Estreito de Ormuz e a recuperação americana demandarão tempo.

Mesmo com sinais de arrefecimento, a inflação de maio atingiu seu ritmo mais acelerado em mais de três anos. Analistas alertam que a retomada do tráfego marítimo pelo estreito levará tempo e que os preços da gasolina devem continuar sob pressão até níveis pré-conflito.

A notícia do possível entendimento fez cair o petróleo e subirções nas ações, mas o acordo não foi formalizado. Detalhes do memorando de entendimento ainda não foram divulgados, e uma cerimônia de assinatura está prevista para sexta-feira.

Os economistas ressaltam que o mercado de energia continua volátil. Andrew Hollenhorst, Citigroup, diz que a direção é de queda, mas a velocidade permanece incerta diante de tantos fatores no front externo.

A inflação anual subiu para 4,2% em abril, com mais da metade do avanço mensal vindo de energia. A expectativa é de que a inflação caia gradualmente à medida que o petróleo mantém trajetória estável e os custos correlatos recuam.

Anna Wong, Bloomberg Economics, aponta que efeitos de segunda ordem do choque no petróleo atingiram o pico em várias commodities, como fertilizantes e alumínio. Com isso, a pressão geral sobre preços tende a diminuir.

O impacto do acordo, porém, ainda não chega aos bancos centrais. Parte do aperto monetário pode permanecer, embora haja espaço para futuras discussões sobre redução de juros à medida que o cenário se clareia.

A gasolina continua acima do patamar de 2020, quando Trump assumiu o cargo, e o público acompanha a evolução dos preços com cautela. A curva de consumo não deve se reverter rapidamente, segundo analistas, mesmo com sinais de normalização.

Christiane Baumeister, Notre Dame, avalia que o volume de comércio pelo Estreito de Ormuz pode permanecer abaixo do normal até o fim do ano, elevando o risco de novos aumentos nos combustíveis se os estoques não forem repostos.

Os dados de curto prazo indicam resiliência do consumo, ainda que a renda real tenha sido pressionada pela inflação. Economistas apontam que a redução de preços do petróleo pode ajudar no restabelecimento gradual do poder de compra.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais