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Bancos centrais planejam compras de ouro em 2026, aponta reserva estratégica

Pesquisa mostra que 45% dos 74 bancos centrais pretendem comprar ouro em 2026, maior porcentagem desde 2018, sinal de estabilidade na demanda

Os preços do ouro mais que dobraram nos últimos três anos (Foto: Damian Lemanski/Bloomberg)
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  • Em pesquisa com 74 bancos centrais, 45% dizem planejar comprar ouro no próximo ano; apenas uma instituição pretende reduzir participações.
  • Em 2025/2026, bancos centrais de mercados emergentes devem liderar as compras, com 53% esperando aumento; 18% dos bancos centrais de economias avançadas pretendem o mesmo.
  • O ritmo de aquisição acelerou no primeiro trimestre, mesmo com vendas de reservas por Turquia, Rússia e Azerbaijão.
  • Cerca de metade dos bancos planeja financiar as compras por meio de programas domésticos de acumulação; 38% venderiam ativos de reserva existentes.
  • O Banco da Inglaterra continua sendo o local de armazenamento mais utilizado (57% dos entrevistados); houve crescimento de armazenamento doméstico (9%) e diversificação de locais (10%), abrindo espaço para centros como Singapura e Hong Kong.

Em pesquisa com 74 bancos centrais, 45% disseram que planejam comprar ouro no próximo ano, data apontada pelo World Gold Council (WGC) e YouGov. A divulgação indica a maior parcela de compradores prevista desde 2018.

O estudo mostra que apenas uma instituição pretende reduzir suas participações. O levantamento reforça que a demanda de bancos centrais sustenta o movimento de valorização do ouro, mesmo diante de volatilidade recente.

A pesquisa observa que o ritmo de compras acelerou no primeiro trimestre, apesar de alguns tesouros nacionais venderem parte de reservas. Turquia, Rússia e Azerbaijão entraram nesse movimento de comercialização.

No próximo ano, bancos centrais de mercados emergentes e economias em desenvolvimento devem representar a maior parcela dos compradores potenciais, conforme o WGC.

Cerca de 53% dos emergentes/povos em desenvolvimento esperam aumento, contra 18% dos bancos centrais de economias avançadas. A diferença ressalta cenários de política monetária global distinta.

Grande parte das aquisições ocorre via programas domésticos de acumulação, usando moeda local para comprar ouro de mineradores nacionais. O método evita consumir reservas em moeda forte.

Metade dos entrevistados planeja financiar compras com esse esquema. Outros 38% indicam venda de ativos de reserva existentes para sustentar aquisições.

O Banco da Inglaterra permanece como o destino de armazenamento mais utilizado, segundo 57% dos respondentes. Londres consolida-se como polo de metais preciosos.

Ainda assim, houve mudanças logísticas: 9% disseram ter aumentado ouro em ativos localmente e 10% passaram a diversificar guarnições, frente a 5% e 2% no ano anterior.

O pesquisador Shaokai Fan, da equipe global de bancos centrais do WGC, afirma que a percepção de risco político amplia o espaço para centros como Singapura e Hong Kong, que visam captar armazenagem de reservas de ouro.

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