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BOJ eleva taxa de juros ao maior nível em 31 anos

Banco do Japão eleva a taxa de juros para 1% pela primeira vez em 31 anos, sinalizando normalização monetária e potencial aumento de inflação com aperto de crédito

Sinais de trânsito em frente ao prédio do Banco do Japão, em Tóquio 15 de junho de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
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  • O Banco do Japão elevou a taxa de juros de curto prazo de 0,75% para 1%, maior patamar desde 1995.
  • A decisão, tomada por 7 votos a 1, marca o retorno à normalização da política monetária e acompanha bancos centrais como o europeu.
  • A instituição citou pressões inflacionárias decorrentes de custos de energia e ajustes após o acordo de paz entre EUA e Irã; o risco de deterioração econômica diminuiu, mas a inflação preocupa.
  • O banco interrompe o programa de redução gradual de compras de títulos a partir de abril do próximo ano e continuará comprando cerca de 2 trilhões de ienes em títulos do governo mensalmente.
  • Não haverá revisão anual do plano de compras, mas o ritmo poderá ser ajustado em futuras reuniões, conforme necessidade.

O Banco do Japão elevou a taxa de juros de curto prazo de 0,75% para 1%, atingindo o maior patamar em 31 anos. A decisão ocorreu em meio a pressões inflacionárias vinculadas ao choque energético gerado pela guerra no Irã. O movimento alinha o Japão a bancos centrais que restringem políticas para frear inflação.

O anúncio ocorreu nesta terça-feira, em Tóquio. O banco citou avanços na diversificação de fontes de energia como fator que reduziu o risco de deterioração econômica por conflitos no Oriente Médio, mas apontou risco persistente de inflação.

O vice-presidente Shinichi Uchida participou da coletiva em nome do presidente Kazuo Ueda, que não compareceu por motivos de saúde. Uchida destacou que, apesar da queda de riscos para o crescimento, a inflação pode se desviar da meta.

Política de juros e compras de ativos

A instituição também decidiu suspender o programa de redução gradual de compras de títulos a partir de abril do próximo ano. O BOJ continuará comprando cerca de 2 trilhões de ienes em títulos do governo mensalmente.

O banco não fará uma revisão anual do plano de redução de compras, mas manterá a flexibilidade para ajustar o ritmo das compras em futuras reuniões de política monetária. A decisão foi tomada por 7 votos a 1, com o voto discordante do diretor Toichiro Asada.

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