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Citi reavalia cenário e aponta recuo do petróleo com acordo EUA-Irã

Citi abandona cenário pessimista para o petróleo e projeta recuo ante acordo EUA-Irã; Brent em US$ 75 no terceiro, US$ 70 no quarto e US$ 65 no ano que vem

Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã
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  • Citi abandona cenário-base pessimista para os preços do petróleo, citando normalização do tráfego no Estreito de Ormuz até o fim de julho com assinatura de acordo preliminar entre EUA e Irã.
  • A equipe de commodities do banco aponta que o apetite dos EUA por novo conflito é limitado e o Irã sinaliza disposição para negociar.
  • Projeção sugere queda dos preços do petróleo durante o verão, na visão do Citi.
  • Brent deve atingir US$ 75 o barril no terceiro trimestre, US$ 70 no quarto e estabilizar em US$ 65 no próximo ano.

O Citi revisou sua visão sobre o petróleo, passando de um cenário pessimista para uma projeção de queda nos preços. A mudança se baseia na expectativa de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz até o fim de julho, com a assinatura de um acordo preliminar entre EUA e Irã.

A equipe de pesquisa de commodities do banco afirmou que o apetite limitado dos EUA por um novo conflito e a disposição do Irã para negociar indicam recuo dos preços durante o verão. A análise aponta sinais de redução de tensões na região.

Segundo a projeção, o Brent deve atingir US$ 75 o barril no terceiro trimestre deste ano, US$ 70 no quarto e estabilizar em US$ 65 no próximo ano. As estimativas consideram fluxo de petróleo pelo corredor estratégico.

Contexto e desdobramentos

A expectativa de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz é considerada central para as projeções. O estreito é passagem-chave para o petróleo que sai do Golfo Pérsico e pode influenciar a oferta global.

A pesquisa do Citi ressalta que as autoridades norte-americanas parecem marcar menor probabilidade de confronto novo imediato, o que contribuiria para um alívio de curto prazo nos preços. A manutenção da conversa diplomática também é citada como fator tranquilizador.

O relatório destaca ainda que, mesmo com o cenário de queda, eventuais interrupções ou choques geopolíticos podem reverter o movimiento. A instituição observa volatilidade típica de mercados ligados a commodities e guerras potenciais.

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