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Desequilíbrio econômico da China se agrava com queda no varejo desde 2022

Vendas no varejo caem 0,6% em maio pela primeira vez desde dezembro de 2022, com indústria em alta de 4,5% e investimento em queda

Clientes escolhem frutos do mar em mercado na cidade de Lianyungang. na China
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  • Vendas no varejo caíram 0,6% em maio ante o mesmo mês de 2025, primeira queda desde dezembro de 2022.
  • O setor automotivo registrou queda nas vendas domésticas pelo oitavo mês consecutivo.
  • A produção industrial avançou 4,5% em maio, acelerando frente a abril.
  • Investimento em ativos fixos caiu 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026.
  • A indústria de alta tecnologia cresceu 15,1% em maio, enquanto o consumo de serviços subiu 5,4% entre janeiro e maio.

O varejo da China caiu 0,6% em maio ante igual mês de 2025, apontam dados oficiais. A queda interrompeu o avanço de 0,2% de abril e marcou a primeira queda mensal desde dezembro de 2022. A divulgação veio do Escritório Nacional de Estatísticas.

A desaceleração no consumo interno contrasta com o desempenho da produção industrial, que avançou 4,5% em maio, ante 4,1% em abril. O setor manufatureiro teve impulso de exportações e de demanda por tecnologia de alta qualidade, ajudando a manter o ritmo da indústria.

Varejo, automotivo e consumo

Vendas no varejo caíram em órgãos de segmentos, com destaque para o setor automotivo, que voltou a registrar recuo nas vendas domésticas pelo oitavo mês consecutivo. A demanda interna permanece fraca, após uma recessão no mercado imobiliário e efeitos limitados de programas de estímulo.

Gastos de viajantes durante o feriado do Dia do Trabalho em maio foram moderados, e o efeito de políticas públicas de troca de bens mostrou-se menos robusto neste momento. Ainda assim, o consumo de serviços cresceu 5,4% no acumulado de janeiro a maio, puxando o gasto das famílias.

Investimentos e perspectivas

Investimentos em ativos fixos apresentaram queda de 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026, pior que o esperado. Economistas apontam fatores sazonais, como altas temperaturas e chuvas, além da transição entre motores de crescimento.

O porta-voz do escritório de estatísticas, Fu Linghui, destacou que a cidade tem espaço para novos investimentos, incluindo urbanização, revitalização rural e melhorias em serviços públicos. A China busca equilíbrio entre consumo, investimentos e exportações.

A produção de bens de alta tecnologia destacou-se, com alta de 15,1% em maio. Mesmo com a fraca demanda interna, o setor tecnológico ajudou a sustentar o desempenho industrial do país, segundo autoridades.

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