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Dólar abre em baixa a R$5,06 com juros na agenda da super quarta

Dólar abre em leve queda a R$ 5,06; Fed e Copom definem rumo do câmbio na chamada "super quarta" de decisões de juros

Mercados fazem ajustes finais para decisões de juros que serão anunciadas pelos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos, em encontros de política monetária que começam hoje e acabam amanhã
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  • Dólar abriu em baixa, a R$ 5,06, com expectativa para a “super quarta” de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
  • Hoje começam, em dois dias, as reuniões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, com decisão anunciada amanhã.
  • Nos EUA, a aposta é pela manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75%, com sinais de pausa e sem confirmar cortes iminentes.
  • No Brasil, a visão majoritária é de mais um corte da Selic para 14,25%, mas o Copom pode sinalizar interrupção do ciclo de queda.
  • Mercados monitoram varejo e inflação; a Bolsa brasileira fechou em queda, investidores estrangeiros reduziram aplicação e o petróleo em baixa ajuda a reduzir riscos.

O dólar abriu em leve queda, cotado a R$ 5,06 nesta terça-feira, ante o fechamento de ontem. O movimento acontece enquanto começam as reuniões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Fed, em formato de dois dias, com decisões anunciadas amanhã.

As atenções da manhã estão nos investidores que ajustam posições para a chamada “super quarta-feira”, quando as duas principais autoridades monetárias poderão divulgar seus cenários e caminhos de juros. O vié local envolve possíveis cortes da Selic, enquanto o cenário externo aponta para manutenção ou alta de juros no Fed.

O dólar chegou a cerca de R$ 5,059, registrando variação de 0,16% frente ao fechamento anterior. No front externo, a expectativa é de que o Fed mantenha os juros na faixa entre 3,50% e 3,75% por mais tempo, diante da inflação recente e do mercado de trabalho firme.

Nos Estados Unidos, analistas destacam que o cenário de cortes de juros perdeu fôlego, com sinais de que pode haver até mesmo aumento se a inflação não ceder. A narrativa de juros altos por mais tempo tende a sustentar o dólar ante diversas moedas, inclusive o real.

No Brasil, a aposta majoritária é de que o Copom reduza a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, repetindo movimentos recentes. Contudo, há parte do mercado que vê sinalização de interrupção de cortes em encontros futuros, devido ao desempenho da inflação medida pelo IPCA.

A incerteza sobre a trajetória da política monetária brasileira impacta a Bolsa. Investidores estrangeiros reduziram aplicações na B3, enquanto a renda fixa segue atraente para muitos, diante da Selic elevada. O Ibovespa fechou em queda, mantendo queda acentuada desde o pico de 2024.

Dados de varejo divulgados hoje pelo IBGE mostram queda de 1,5% nas vendas em abril ante março, a primeira variação negativa de 2026. O performance fraco do comércio soma-se às expectativas de juros, influenciando o humor do mercado.

O recuo do petróleo também pesa. A cotação do barril caiu para a menor marca em três meses, ajudando bolsas globais a avançarem em regiões como Nova York, Ásia e Europa. Analistas apontam que a normalização do mercado de energia reduz riscos de quedas abruptas.

Fontes consultadas destacam que o fluxo de capital para emergentes permanece sensível a mudanças na política monetária externa. Caso o Fed sinalize manutenção de juros ou aperto, o real pode reagir com maior volatilidade nas próximas sessões.

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