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El Niño e pressão de insumos devem levar inflação a 5,5%, diz economista

El Niño e custos de insumos devem manter o IPCA acima de 5,5% neste ano, com riscos em alimentos e bens industrializados até 2027, afirma economista da XP

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  • El Niño e alta de custos globais de insumos devem manter a inflação acima de cinco por cento neste ano, segundo o economista Rodolfo Margato, da XP.
  • A XP projeta IPCA em cinco e meia por cento neste ano e quatro e dois por cento no ano seguinte.
  • Há risco de pressão extra sobre alimentos com El Niño mais intenso a partir do segundo semestre, podendo chegar ao fim de 2026 e talvez 2027.
  • Além disso, custos de insumos para investimentos em inteligência artificial já aparecem em índices de preços ao produtor na Ásia, o que sustenta pressões externas.
  • No Brasil, estímulos de renda e crédito mantêm a demanda perto do potencial, com desemprego baixo e salários acima da inflação, o que ajuda a manter a inflação de serviços estável e reduz o ritmo de queda.

O economista Rodolfo Margato, da XP, aponta que o El Niño aliado aos custos elevados de insumos globais tende a manter a inflação acima de 5% neste ano. A avaliação foi feita no programa Mercado Aberto, do Canal UOL.

Margato explica que o alívio recente do preço do petróleo ajuda, mas não resolve o quadro. Ele cita riscos para alimentos e outros itens do IPCA, com efeitos que podem se estender até 2027.

Além disso, o economista alerta para o El Niño, que pode ganhar intensidade a partir do segundo semestre de 2026, com efeitos potenciais no fim de 2026 e possivelmente em 2027, pressionando novamente os preços de alimentos.

Riscos do El Niño

A XP mantém a projeção de inflação acima de 5% neste ano, com alívio mais claro apenas no fim de 2026. A previsão para o IPCA é de 5,5% em 2024 e 4,2% em 2025, segundo Margato.

No cenário internacional, há fontes de pressão persistentes. Ele aponta custos ligados à cadeia de investimentos em inteligência artificial, que já aparecem em índices de preços ao produtor na Ásia.

Panorama doméstico

No Brasil, margens de estímulo de renda e crédito sustentam a demanda no curto prazo, mantendo a atividade econômica perto do potencial e dificultando a queda da inflação de serviços. O mercado de trabalho permanece aquecido, com desemprego baixo e salários acima da inflação.

Para Margato, o conjunto de fatores tende a segurar o IPCA em patamares altos por mais tempo, mesmo com algum alívio externo. As leituras mensais devem continuar mostrando pressão em alimentos e em bens industrializados.

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