- O El Niño de 2026 chega em meio a juros altos, elevação de custos de produção e crescimento das recuperações judiciais no campo.
- A combinação de risco climático e pressão econômica pode ampliar impactos em margens já apertadas.
- Especialista enfatiza a necessidade de gestão de risco, seguro rural, planejamento financeiro e investimentos em tecnologia para aumentar a resiliência.
- A sustentabilidade do agronegócio depende da capacidade de antecipar riscos e se preparar para cenários adversos.
O El Niño de 2026 pode agravar a crise financeira do campo brasileiro, elevando custos, juros e a pressão de recuperações judiciais em um momento de fragilidade econômica. O fenômeno chega em meio a margens apertadas nas lavouras ena pecuária.
O cenário climático reforça vulnerabilidades já existentes, pois aumenta a probabilidade de estiagens ou chuvas intensas, o que eleva despesas com manejo, insumos e seguro agrícola. Produtores ficam mais suscetíveis a oscilações de renda.
Filipe Denki, advogado especializado em reestruturação, aponta que o impacto financeiro pode ultrapassar a queda de produtividade, elevando custos operacionais e reduzindo a geração de receita, especialmente com juros elevados.
Diante disso, o especialista defende o reforço de mecanismos de gestão de risco, como seguro rural, planejamento financeiro robusto e investimentos em tecnologia e resiliência produtiva.
Medidas de gestão de risco
O agronegócio brasileiro é competitivo, mas a sustentabilidade da atividade depende da capacidade de antever riscos e se preparar para cenários adversos. A adoção de práticas de antecipação é destacada como crucial.
Analistas ressaltam que, com o El Niño, contratos, financiamento e estratégias de longo prazo passam pela necessidade de maior planejamento e controle de custos, para preservar a viabilidade econômica das propriedades.
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