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Empresas investem no futuro para aumentar competitividade

Premiados mantêm foco em longo prazo para ampliar competitividade em meio a volatilidade global e incerteza política no Brasil

Os premiados durante o evento realizado no hotel Rosewood: júri apontou profissionais que se sobressaíram na gestão em 22 setores e 4 categorias de destaque — Foto: Gabriel Reis/Valor
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  • Líderes premiados na 26ª edição do Executivo de Valor destacam foco em projetos de longo prazo e em ganhos de competitividade para enfrentar um cenário global turbulento.
  • Ressaltam a importância de liderança compartilhada, equipes autônomas e atração/retenção de talentos como pilares do sucesso.
  • Investimentos seguem com ênfase em transição energética, sustentabilidade, eficiência e inteligência artificial, alinhados a objetivos de longo prazo de cada empresa.
  • Avaliação de riscos e redução do custo de capital aparecem como medidas-chave para manter a disciplina financeira em meio a conflitos, inflação e volatilidade.
  • Mesmo com eleições e incertezas no Brasil, empresas como Embraer, Localiza, iFood, Santander e outras afirmam manter planos de longo prazo e continuar investindo.

A 26ª edição do prêmio Executivo de Valor premiou líderes que mantêm o foco em projetos de longo prazo para fortalecer a competitividade em meio a um cenário global volátil. O evento ocorreu no Rosewood, em São Paulo, com a participação de executivos que destacaram a importância de equipes ágeis e liderança compartilhada. O contexto atual, com guerras, protecionismo e desaceleração da globalização, exige planejamento de médio e longo prazo.

Empresas destacadas nessa edição reforçam a necessidade de alinhar investimentos a metas de sustentabilidade, eficiência e inovação. O prêmio ressaltou que instituições com decisões rápidas, baseadas em riscado e cultura corporativa fortalecida, saem na frente em ambientes incertos. A condução com foco no time, talentos e governança foi citada como diferencial.

Milton Maluhy Filho, do Itaú, destacou a reorganização de fluxos de capital favorecendo emergentes, mas alertou que é essencial atrair investimentos de longo prazo, com melhoria de juros, ambiente institucional e segurança jurídica. Daniela Manique, da Solvay, disse que investimentos são aprovados quando aumentam competitividade, sustentabilidade e reduzem emissões.

Alberto Kuba, da WEG, aponta três megatendências estáveis: sustentabilidade, eficiência energética e IA. A empresa busca produção mais próxima dos clientes, 48 das 68 fábricas estão no exterior, para reduzir logística e câmbio. O método é avaliar alinhamento com metas de longo prazo e riscos potenciais.

Gustavo Pimenta, da Vale, acredita que a instabilidade pode acelerar o foco em segurança energética, alimentar e mineral. Mesmo com impactos de conflitos, a mineradora mantém planos de investimento em minério de ferro e cobre, desde que haja perspectivas positivas. Miguel Setas, da Motiva, reforça gestão de risco para mitigar choques geopolíticos.

Pedro Lima, do Grupo 3corações, adota cautela fiscal e controle de despesas, com investimentos bem planejados para enfrentar surpresas. Deborah Vieitas, do Santander, ressalta clareza sobre riscos, alinhamento com valores e adaptação a cenários sem paralisar diante da incerteza.

No setor de seguros, Paulo Kakinoff, do Porto, aponta que volatilidade aumenta demanda por proteção e previsibilidade, com investimentos em produtos e tecnologia para fortalecer a distribuição. Christian Gebara, da Vivo, afirma continuidade de investimentos significativos e foco em geração de caixa e lucro sustentável.

O Beto Carrero World planeja investir cerca de 2 bilhões nos próximos anos, enfrentando questões tributárias e de importação, mas mantendo o orçamento. A Embraer, segundo Francisco Gomes Neto, não prevê impactos eleitorais relevantes; a empresa segue com o plano estratégico de longo prazo para crescimento estável.

Na Localiza, Bruno Lasansky afirma que eleições fazem parte do ambiente democrático, mas não alteram a visão de longo prazo. Diego Barreto, do iFood, observa insegurança jurídica como principal challenge, mas sustenta que o país não é inviável para negócios; a empresa mantém seu eixo estratégico.

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