- O fim da escala 6×1, caso seja implementado, pode levar a um reajuste de tarifas de ônibus de até 8% e elevar custos de mão de obra entre 13% e 15%, com impacto total estimado entre 6,5% e 7,5% nas tarifas e até 8% em algumas cidades.
- A NTU aponta que, hoje, o mercado de transporte utiliza cerca de 1,78 milhão de trabalhadores celetistas; mudanças na jornada afetam diretamente custos de operação.
- Dados do Ipea, publicados no NTUrbano, indicam aumento de até 8,77% por hora de trabalho no transporte terrestre, e o peso da mão de obra (em torno de 25,2%) elevando gastos operacionais.
- A implementação depende de ato do poder público; a transição ocorreria em duas fases: 60 dias após a promulgação, com 42 horas semanais, e, em 14 meses, 40 horas semanais, sem redução salarial.
- Além do transporte, o fim da 6×1 pode impactar saúde, com estimativa de até 8,4% de aumento nos custos de trabalho e perdas de horas; há ainda carta de entidades pedindo a PEC alternativa de “trabalho flexível” (PEC 12/2026) com impacto macroeconômico significativo.
O fim da escala 6×1, aprovado pela Câmara dos Deputados, pode ter impactos diretos nos custos de empresas e tarifas públicas. Segundo a NTU, a mudança pode elevar tarifas de ônibus em até 8%. O estudo considera cenários de ajuste na jornada de trabalho e impactos na mão de obra.
Entidades como Ipea, AHOSP, Fipe e associações setoriais analisam consequências econômicas. A NTU aponta que, com a redução da jornada, os custos de mão de obra podem subir entre 13% e 15%, elevando o gasto operacional total. A estimativa é baseada em simulações próprias.
A Câmara aprovou a PEC que estabelece o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, em dois turnos. A aprovação ocorreu no último dia 27 de maio, em dois turnos, com 472 votos favoráveis no primeiro e 461 no segundo.
Impactos no transporte urbano
A NTU estima que, se a escala 6×1 for encerrada e a escala 5×2 adotada, o custo de mão de obra subir entre 13% e 15%, chegando a 1,17 milhão de reais por mês. O custo representa cerca de 45% a 50% do gasto total.
Setor de saúde
A Fipe, para a AHOSP, aponta perda de até 4,3% das horas contratadas e altas de até 8,4% nos custos de trabalho no setor de saúde. O impacto anual varia entre 7,7 bilhões e 19 bilhões de reais para serviços de saúde.
Outras manifestações setoriais
Seus impactos também são citados por sindicatos, empresários de varejo e indústria, que veem elevação de custos operacionais refletindo em preços ao consumidor. Setores defendem alternativas e ajustes via políticas públicas, sem atribuir responsabilidade direta aos trabalhadores.
Regras e próximos passos
A PEC precisa ainda passar pelo Senado e ser sancionada para vigorar. A transição ocorrerá em duas fases: aos 60 dias, com retorno de dois dias de folga e queda de 44 para 42 horas; após 14 meses, para 40 horas, mantendo 5×2 sem perdas salariais.
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