- A Forbes Brasil estaria ligada a um esquema envolvendo o Banco Master, com o fundo SDG II retirando do balanço R$ 3,6 bilhões em créditos ligados à fraude atribuída a Daniel Vorcaro.
- Documentos da Comissão de Valores Mobiliários indicam conexão entre a FRBS Participações (Forbes Brasil) e fundos citados nas investigações, com a FRBS como principal ativo do fundo Eagle Eye Investments.
- O Eagle Eye Investments integrava a carteira do Astralo 95, alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025; o Astralo 95 era o único cotista do Eagle Eye Investments e tinha participação de R$ 113,7 milhões na FRBS Participações.
- A Reag Investimentos administrava o Eagle Eye Investments e é citada em apurações de lavagem de dinheiro, além de aparecer em investigações da Operação Carbono Oculto, que envolve fraudes no setor de combustíveis.
- No Senado, a CPI do Crime Organizado pediu quebras de sigilo de Reag Investimentos e do seu fundador, e solicitou ao Banco Central a íntegra do processo que resultou na liquidação do Banco Master; a FRBS afirmou que os únicos sócios são Antonio Camarotti e Katarina Camarotti, sem detalhar a documentação da CVM.
A Forbes Brasil, ligada à estrutura de Forbes no Brasil, aparece envolvida em apurações sobre fundos de investimento e possíveis operações de ocultação de beneficiários. Documentos da CVM apontam ligação entre a Forbes Brasil e fundos citados nas investigações envolvendo o Banco Master.
Segundo a apuração, a FRBS Participações S.A. é mostrada como principal ativo do fundo Eagle Eye Investments, que, por sua vez, integrava a carteira do Astralo 95. Este último foi alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025.
Conforme registros da CVM, o Astralo 95 era o único cotista do Eagle Eye Investments, dono de participação relevante na FRBS Participações, avaliada em cerca de R$ 113,7 milhões até 2025, correspondentes a mais de 90% do patrimônio líquido do fundo.
Administração do Eagle Eye
A gestão do Eagle Eye Investments era realizada pela Reag Investimentos, cuja atuação também está sob investigação. A PF indica que a gestora integrou uma estrutura financeira para movimentar recursos por meio de fundos e operações ligados ao Banco Master.
A Reag Investimentos também aparece associada à Operação Carbono Oculto, que investiga suposto esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com notas sobre uso de fundos de investimento.
Estrutura para ocultar beneficiários
A PF descreve uma arquitetura de fundos fechados administrados pela Reag, com várias camadas societárias que dificultam a identificação dos beneficiários finais. Parte desses recursos seria distribuída entre fundos como o Astralo 95.
Segundo as investigações, recursos de tais fundos teriam sido direcionados a aplicações no Banco Master, ampliando o foco sobre interações entre fundos, empresas e instituições financeiras.
Acompanhamento no Congresso
Além da linha policial, o caso ganhou atenção do Senado. Em fevereiro, o presidente da CPI do Crime Organizado protocolou pedidos de quebra de sigilo da Reag Investimentos e de seu fundador, João Carlos Mansur.
O senador também solicitou ao Banco Central a cópia integral do processo que resultou na liquidação extrajudicial do Banco Master, para esclarecer eventuais irregularidades no sistema financeiro.
Posicionamento da FRBS Participações
A FRBS Participações informou que os únicos sócios da Forbes Brasil são Antonio Camarotti e Katarina Camarotti. A defesa, porém, não detalha a documentação da CVM que liga o Eagle Eye Investments à estrutura da FRBS Participações, conforme apurado pela reportagem.
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