- A CloudWalk processa mais de 60 bilhões de tokens por dia, mantendo uma das maiores infraestruturas de IA da América Latina, com o fundador e CEO Luis Silva dizendo que empresas do futuro serão 100% autônomas e que humanos atuarão como coaches de IA.
- Segundo Silva, o papel humano será direcionar, não executar tarefas, atuando em lançamento de produtos, desenvolvimento, marketing e outras áreas ao falar com agentes de IA.
- A empresa recebeu reconhecimento em relatório da consultoria BCG, que destaca a tecnologia proprietária de IA financeira da CloudWalk em vez de depender de modelos de terceiros.
- Além de uso interno, a CloudWalk oferece agentes para clientes, como Jim (gestão de preços, contratos, vendas), Bela (aquisição de clientes via WhatsApp), Pierre (assistente financeiro em open finance) e Cláudio Walker (atendimento ao cliente).
- A companhia tem cluster próprio de GPUs perto de Washington, pretende ampliar a infraestrutura, registrou US$ 1,7 bilhão em receita líquida anualizada em março e atingiu quase US$ 500 milhões de EBITDA, com mais de 7 milhões de usuários ativos.
A CloudWalk anunciou uma nova etapa de sua estratégia de IA, destacando o papel de humanos como coaches de agentes de IA. O fundador e CEO da empresa, Luis Silva, afirmou que as empresas do futuro serão 100% autônomas, com humanos atuando como direcionadores. A companhia processa mais de 60 bilhões de tokens por dia, mantendo uma das maiores infraestruturas de IA da América Latina.
Segundo Silva, a evolução do trabalho envolve humanos liderando lançamento de produtos, desenvolvimento e marketing, enquanto conversam com agentes de IA para orientar e revisar tarefas. A visão é de que a IA realize a maior parte das operações, com supervisão humana na criação de estratégias.
A CloudWalk ganhou destaque em relatório global da consultoria BCG, que a vê na vanguarda da inovação com IA. O diferencial seria o uso de um modelo proprietário de IA financeira, em vez de depender de grandes modelos de terceiros sobre infraestruturas legadas.
Em dados do estudo, a empresa aponta que 99% do atendimento ao cliente, quase 70% do desenvolvimento de códigos e mais de 50% das estratégias de go-to-market já são executados por IA. A métrica de tokens processados é utilizada para indicar eficiência e posição de mercado.
Além do uso interno, a CloudWalk oferece vários agentes para clientes. O Jim funciona como funcionário adicional, ajustando preços, analisando contratos, gerenciando vendas e campanhas. A Bela atua na aquisição de clientes via WhatsApp, Pierre opera como assistente financeiro via open finance, e o Cláudio Walker auxilia no atendimento ao cliente.
A companhia mantém um cluster próprio de GPUs, essencial para a IA, localizado próximo a Washington, nos EUA. A CloudWalk planeja ampliar a infraestrutura, pois já consome mais de 90% da capacidade disponível.
Durante evento de fintechs em Nova York, o CEO destacou que a IA não é apenas uma funcionalidade, mas a forma de operação da empresa. Ele citou que a CloudWalk processa mais tokens de IA em um único dia do que algumas empresas dedicadas ao tema processam em um mês, ressaltando a interação natural com agentes de IA.
A receita líquida anualizada da CloudWalk atingiu US$ 1,7 bilhão em março, com crescimento superior a 100% frente ao mesmo período do ano anterior. A empresa registra mais de 7 milhões de usuários ativos e EBITDA próximo de US$ 500 milhões. A expansão para os EUA ocorreu em março do ano anterior, com operação via bancos parceiros; há expectativa de licenciamento próprio no futuro.
Silva mantém a mensagem de que a CloudWalk é uma empresa de tecnologia, não apenas uma fornecedora de maquininhas. No modelo atual, muitos clientes pagam por transação realizada, em vez de uma assinatura fixa, reforçando a visão de IA como serviço operacional central.
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