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IGP-10 cai 0,30% em junho com recuo de commodities e combustíveis

IGP-10 cai 0,30% em junho com recuo de commodities e combustíveis; IPA recua 0,71% e construção mantém alta

Foto: unsplash
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  • O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,30% em junho, após alta de 0,89% em maio, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
  • O IGP-10 acumula alta de 3,16% em 2026 e avanço de 2,15% nos últimos 12 meses.
  • O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,71% em junho, com o grupo Matérias-Primas Brutas caindo 2,39%.
  • O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,56% em junho, desacelerando em relação ao mês anterior.
  • O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,92% em junho, puxado pela alta na mão de obra (0,80%).

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,30% em junho, após avançar 0,89% em maio, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). A divulgação ocorreu nesta segunda-feira, 15, e aponta retração diante da queda de commodities e combustíveis.

O resultado deixa o IGP-10 com alta acumulada de 3,16% em 2026 e 2,15% nos últimos 12 meses. Em junho de 2025, o índice caiu 0,97% e acumulava alta de 5,62% em 12 meses.

Queda das commodities pressionou o índice. Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o recuo foi puxado pela queda de preços no atacado, especialmente de itens relevantes para a economia brasileira, como café, cana-de-açúcar e combustíveis.

Por outro lado, alguns produtos agrícolas registraram alta, como batata-inglesa e feijão, devido a fatores sazonais ligados à produção.

IPA registra queda de 0,71%

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que compõe grande parte do IGP-10, recuou 0,71% em junho, após alta de 0,95% em maio. O principal impacto veio do grupo Matérias-Primas Brutas, que caiu 2,39% no mês, revertendo ganho de 0,06% observado anteriormente.

Os Bens Finais avançaram 0,49%, enquanto os Bens Intermediários desaceleraram para alta de 0,57%, bem abaixo dos 2,41% de maio.

Inflação ao consumidor desacelera

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,56% em junho, frente 0,68% em maio. Dentre os grupos que pressionaram a desaceleração, Transportes caiu de alta para queda de 0,49%, e houve recuo em Saúde, Educação, Leitura e Recreação.

Por outro lado, Habitação, Alimentação, Vestuário, Comunicação e Despesas Diversas registraram aceleração no mês.

Construção civil mantém trajetória de alta

O INCC, indicador da construção civil, avançou 0,92% em junho, frente 0,86% em maio. A principal pressão veio do grupo Mão de Obra, que subiu de 0,36% para 0,80%.

Materiais, Equipamentos e Serviços desaceleraram, mas permaneceram em campo positivo.

Acumulado segue positivo em 2026

Mesmo com a queda de junho, o IGP-10 mantém trajetória positiva no ano. A FGV aponta que há alívio em commodities e combustíveis, mas setores como construção civil e itens de consumo continuam pressionando a inflação.

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