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Nova fronteira do varejo: consumo, comunidade e propriedade intelectual

China redefine o varejo com shoppertainment, conectando experiência, comunidade e propriedade intelectual a uma plataforma de crescimento

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  • Na China, varejo passa a integrar produto, marca, entretenimento e propriedade intelectual, com a loja atuando como mídia, espaço de convivência e ativação de marca.
  • O shoppertainment une compra e entretenimento para transformar o ato de consumir em uma experiência mais envolvente, conectando consumo, comunidade, conteúdo e ativos de propriedade intelectual.
  • A White Rabbit é exemplo de expansão além do produto original: a bala originária virou plataforma para cafés, bebidas, chocolates, itens colecionáveis e espaços instagramáveis.
  • A propriedade intelectual é tratada como plataforma de crescimento: símbolos, identidade visual e memória afetiva viram ativos replicáveis e monetizáveis; dados da CNIPA apontam enorme volume de patentes, marcas e designs.
  • A Instax mostra como comunidade pode ser ativo: lojas fortalecem o ritual de registrar e imprimir fotos, criando pertencimento, recorrência e novas oportunidades de consumo.

A China redefine o varejo ao fundir consumo, comunidade e propriedade intelectual. Em lojas, marcas atuam como mídia, espaço de convivência e plataforma de conteúdo, indo além da simples venda. O modelo, chamado shoppertainment, busca transformar a compra em experiência envolvente que gera valor sustentável.

Experiência deixa de ser apenas engajamento e vira ponte para expansão de marca. Consumidores entram pela nostalgia ou pela curiosidade, e encontram benefícios em múltiplas categorias, formatos e licenciamentos. Varejo passa a favorecer ativos intangíveis como parte essencial do crescimento.

Casos emblemáticos

A White Rabbit exemplifica o conceito: a bala icônica ancora uma oferta que inclui cafés, bebidas, sorvetes e itens temáticos. O ativo fundador é a memória, mas o ecossistema se amplia com embalagens, objetos colecionáveis e espaços instagramáveis.

Outra referência é a Instax da Fujifilm, que transforma lojas em rituais de fotografia. Espaços valorizam imprimir, personalizar e partilhar, fortalecendo uma comunidade que busca pertencimento e recorrência.

Propriedade intelectual como motor de crescimento

Administrada pela CNIPA, a China registrou 972 mil patentes de invenção em 2025 e 4,2 milhões de marcas. Também houve 660 mil patentes de design e quase 1,5 milhão de modelos de utilidade. Esses números ilustram a importância estratégica dos ativos intangíveis no mercado.

Para as empresas, o aprendizado é claro: ativos de marca podem gerar novas categorias, experiências, licenciamentos e conteúdos. A experiência atrai, mas o crescimento depende de transformar reconhecimento em ativos replicáveis e monetizáveis.

Valor para marcas brasileiras

Portanto, empresas nacionais podem olhar para ativos existentes — símbolos, histórias, códigos visuais — e conectá-los a curadoria, ambientação e comunidade. O objetivo é ampliar expressões de marca sem exigir investimentos tecnológicos extremos.

O debate central não é apenas sobre entretenimento no varejo. Trata-se de como transformar ativos intangíveis em plataformas de crescimento sustentável e relevância contínua.

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