- Saques extraordinários do FGTS somam até R$ 154,3 bilhões desde 2016, envolvendo governos Temer, Bolsonaro e Lula, conforme divulgação na reunião do FGTS em 16 de junho de 2026.
- Até 2022, os saques nominais somaram R$ 120 bilhões; ajustados pelo IPCA, o total chega a R$ 168,9 bilhões até abril de 2026.
- No governo Lula, três medidas ampliaram o uso do FGTS, totalizando até R$ 34,3 bilhões nominais (R$ 34,7 bilhões pelo IPCA).
- As medidas comprenden MP 1.290 de 2025 (saques de R$ 11,2 bilhões para demitidos que aderiram ao saque-aniversário), MP 1.331 de 2025 (R$ 14,9 bilhões), e MP 1.355 de 2026 (uso do FGTS como garantia no Desenrola Brasil, até R$ 8,2 bilhões).
- Técnicos do Ministério do Trabalho destacaram que as liberações tiveram objetivos de política pública, com a Caixa Econômica Federal como operador e avaliação de impactos sobre a sustentabilidade do FGTS.
O total de saques extraordinários do FGTS alcançou 154,3 bilhões de reais desde 2016, abrindo espaço para novas modalidades de uso do fundo. Os números foram apresentados na 205ª reunião ordinária do Conselho Curador do FGTS nesta terça-feira (16.jun.2026).
Segundo a apresentação, os saques até 2022 somaram 120 bilhões de reais (valor nominal) e chegam a 168,9 bilhões de reais quando corrigidos pelo IPCA até abril de 2026. As liberações incluem contas inativas em 2016, saques de até 500 reais em 2019, a retirada emergencial de 2020 e o saque de até 1.000 reais em 2022.
Medicamentos de uso ampliado no governo Lula
No governo atual, três medidas ampliaram o uso do FGTS. A MP 1.290/2025 autorizou saques de 11,2 bilhões para trabalhadores demitidos que aderiram ao saque-aniversário. A MP 1.331/2025 liberou mais 14,9 bilhões para o mesmo grupo. Já a MP 1.355/2026 permite usar o FGTS como garantia em renegociação de dívidas no Desenrola Brasil, com teto de participação de até 8,2 bilhões.
Montante total sob a gestão pública
Somadas, as três medidas de 2025 e 2026 elevam as liberações do FGTS a até 34,3 bilhões de reais em valor nominal (34,7 bilhões de reais, no IPCA). Técnicos do Ministério do Trabalho ressaltaram que as liberações não foram universais, tendo objetivos específicos de política pública.
Observações técnicas e objetivos de política pública
A Caixa Econômica Federal, como agente operador, conduziu estudos sobre os impactos das retiradas na sustentabilidade financeira do FGTS. Em todas as modalidades extraordinárias, houve avaliação de efeitos financeiros e de governança do fundo. O relatório aponta que as medidas ampliaram o uso do FGTS para além de habitação, saneamento e infraestrutura.
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