Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Seguro residencial tradicional entra em colapso; opções para preencher a lacuna

Seguro paramétrico, movido por IA e sensores, promete pagamentos rápidos após desastres, mas levanta dúvidas sobre critérios, transparência e impactos

Photograph: Colin Wellenkamp
0:00
Carregando...
0:00
  • O seguro paramétrico usa sensores, satélites e IA para liberar pagamentos quando parâmetros pré‑definidos são atingidos, cobrindo cidades e ecossistemas em vez de casas individualmente.
  • O modelo ganhou espaço em áreas com riscos elevados, com pilotos na bacia do rio Mississippi e exemplos como Fremont, na Califórnia, que passou a ter plano municipal de inundação paramétrico.
  • Vantagem principal: rapidez na liberação de recursos, geralmente em poucos dias, com fundos financiados por governos, ONGs e empresas interessadas no ecossistema local.
  • Críticas e riscos incluem o “parametric cliff” (pouco ou nenhum pagamento mesmo com danos), dependência de dados proprietários e a possibilidade de que medições não correspondam aos impactos reais, gerando dúvidas sobre transparência e justiça.
  • O apoio envolve acelerar respostas de emergência, mas há dúvidas sobre a viabilidade em grande escala e a necessidade de aprovação parlamentar; há planos de piloto para a região central doMississippi e discussões sobre uso por órgãos federais.

Parametric insurance, uma modalidade ainda pouco conhecida, ganha espaço em áreas sujeitas a desastres. Em vez de avaliar danos individuais, o modelo usa sensores, satélites e IA para liberar recursos assim que parâmetros presetados são atingidos. A ideia é acelerar pagamentos e reduzir a dependência de perícias humanas.

A iniciativa envolve cidades e governos, com foco na bacia do rio Mississippi. O novo formato pode complementar, ou mesmo substituir, parte da assistência tradicional do FEMA, cuja liberação costuma demorar. O objetivo é evitar o efeito cascading de danos após enchentes e manter serviços essenciais funcionando.

O protagonista desta tendência é Colin Wellenkamp, porta-voz de uma ONG ligada ao tema, que negocia com a seguradora Munich Re. Em 2019, ele já via os impactos de enchentes em East St. Louis e buscava soluções rápidas de financiamento para recuperação de infraestrutura.

A evolução da ideia

Desbloquear recursos de forma rápida passou a ser foco de pilotos com plano de seguro paramétrico para áreas de alto risco. Em Fremont, Califórnia, um município já contratou o primeiro seguro municipal voltado a inundações. Em outras localidades, há planos conjuntos entre vizinhos e entidades sem fins lucrativos para cobrir bairros.

Benefícios e cautelas

Proponentes destacam a velocidade de pagamento, que pode chegar em dias; críticos apontam riscos de lacunas de cobertura. Em alguns casos, a métrica pode não refletir o dano real, levando a rejeições de indenização, mesmo com prejuízos extensos.

Desafios regulatórios e operacionais

Alto custo, complexidade de dados e necessidade de aprovação federal são entraves. Especialistas defendem maior transparência nas bases de dados usadas para precificar riscos. Outros alertam para dependência excessiva de tecnologia sem garantias de equidade no acesso aos recursos.

Perspectivas futuras

Wellenkamp projeta um piloto no meio da bacia do Mississippi no próximo ano, com potenciais impactos para políticas de FEMA. Há ainda discussões sobre como definir parâmetros de maneira que atendam a diferentes cenários de desastre, sem provocar falhas de pagamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais