- Goldman Sachs mantém visão otimista para o real, mesmo com o ganho de impulso perdido pelo dólar em maio.
- A justificativa envolve preços do petróleo em patamar elevado e a expectativa de ausência de alta de juros pelo Federal Reserve.
- A estrategista sênior de moedas Teresa Alves disse ao Valor que o cenário central é de relativa força da moeda brasileira.
- Segundo Alves, o real deve continuar não se desvalorizando daqui para frente.
- A notícia destaca a visita recente de Alves ao Brasil como parte do acompanhamento da conjuntura cambial.
Ainda que o real tenha perdido parte da valorização de maio, o Goldman Sachs mantém uma visão otimista para a moeda brasileira. A instituição destaca fundamentos que sustentam a relação de câmbio mesmo diante de volatilidade recente.
A responsável pela área de moedas do banco, Teresa Alves, aponta fatores que fortalecem o real no cenário atual. Segundo Alves, preços elevados do petróleo e um histórico de juros estáveis nos Estados Unidos aparecem como atrativos para a valorização da moeda brasileira.
Durante uma visita recente ao Brasil, a estrategista reforçou que, no cenário central, o real deve manter desempenho relativamente firme e não deve perder mais terreno no curto prazo, desde que não haja surpresas em relação às políticas de juros internacionais.
O argumento do Goldman Sachs se ancora na combinação de volatilidade positiva do petróleo e a ausência de avanços significativos na elevação de juros pelo Federal Reserve. Com isso, a instituição projeta um caminho de estabilidade para o câmbio diante de condições externas neutras.
A visão permanece sujeita a mudanças conforme evoluam as evidências macroeconômicas, mas, no momento, o banco mantém a expectativa de que a moeda brasileira se mantenha entre ganhos moderados e estabilidade relativa frente a pares.
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