- Stablecoins USDC e USDT responderam juntas por quarenta por cento de todas as compras de criptoativos na América Latina em dois mil e vinte e cinco, ultrapassando o bitcoin, que ficou com dezoito por cento.
- As stablecoins buscam manter valor atrelado a moedas fiduciárias e utilizam a tecnologia blockchain para reduzir tempo e custo de operações transfronteiriças.
- A Bitso aponta que o volume de transações relacionadas a stablecoins na Bitso Business cresceu oitenta e um por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.
- No primeiro semestre de dois mil e vinte e seis, traders e negociações de balcão ainda predominam, com cinquenta e dois vírgula sete por cento da base de clientes, mas stablecoins aparecem em agregadores de pagamentos (dezenove por cento), remessas internacionais (dixesse sete vírgula quatro por cento) e setor de games (onze por cento).
- O estudo baseia-se em cerca de mil novecentos clientes institucionais da Bitso Business, abrangendo Argentina, Brasil, Colômbia e México e mercados como Chile, Peru, Estados Unidos e Europa via parcerias.
A stablecoin superou o bitcoin e se tornou o ativo digital mais comprado na América Latina em 2025. De acordo com o Stablecoin Landscape Report, da Bitso, as moedas lastreadas em dólar responderam por 40% das compras de criptoativos, enquanto o bitcoin ficou com 18%.
Stablecoins mantêm o valor próximo ao de moedas fiduciárias e utilizam a tecnologia blockchain para reduzir custos e prazos de transação. Com isso, operações transfronteiriças podem ocorrer em tempo real, favorecendo pagamentos e liquidez global.
A Bitso aponta que o crescimento dessas moedas ocorre em meio à depreciação do bitcoin. Investidores e empresas passaram a usar stablecoins para preservação de valor, pagamentos e acesso a mercados internacionais.
Aumento de liquidez e uso
O relatório divulgado pela Bitso informa que o volume de transações com stablecoins na Bitso Business cresceu 81% ante o mesmo período de 2024, sinalizando demanda por liquidação em tempo real e gestão de tesouraria.
O estudo destaca que traders e operações OTC continuam dominando a base de clientes, mas stablecoins ganham espaço em agregadores de pagamentos (19%), remessas internacionais (17,4%) e no setor de games (11%).
Abrangência e metodologia
Os dados vêm de uma amostra de cerca de 1.900 clientes institucionais da Bitso Business. A pesquisa envolve países onde a Bitso atua diretamente, como Argentina, Brasil, Colômbia e México, além de mercados atendidos por parcerias locais, como Chile, Peru, Estados Unidos e Europa.
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