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Uso do token ‘Pretty Crazy’ testa aposta de executivos em IA

Empresas avaliam custo de tokens de IA; 8x8 aponta economia com Claude, enquanto uso cresce e pode exigir limites internos

Photo-Illustration: Darrell Jackson; Getty Images
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  • 8×8 diz ter economizado cerca de US$ 5 milhões por ano ao cancelar ferramentas de software, em parte porque Claude oferece funcionalidades semelhantes.
  • O uso de IA ainda não pesou no financeiro da empresa, e o gasto com Claude fica “bem abaixo” desse valor, segundo o executivo Joel Neeb.
  • Empresas como Royal Bank of Canada, Cisco, Amplitude e Box destacam o aumento no custo de tokens e a necessidade de monitorar uso para não estourar orçamentos.
  • Cerca de 300 empresas trataram de tokens em chamadas de resultados ou reuniões com analistas entre abril e maio, segundo levantamento da WIRED com AlphaStreet.
  • 8×8 pode impor limites de uso de Claude no futuro, especialmente com o modelo Opus 4.8 que custa quase 1,7 vezes mais que a versão anterior, mas a empresa não descarta ampliar o uso de IA.

8×8, empresa de comunicação empresarial de Silicon Valley, e a Anthropic, desenvolvedora do Claude, mostram como lidam com o desafio de tokenomics, o custo de uso de IA. Em entrevista à WIRED, ambos explicam mudanças de gasto, planejamento e impactos operacionais.

A 8×8 afirma ter economizado cerca de 5 milhões de dólares por ano ao cancelar assinaturas de dezenas de ferramentas de software, em parte porque Claude substituiu parte dessas funções. Ainda não divulga o gasto total com IA, mas diz que o valor anualizado está bem abaixo dessa cifra. Joel Neeb comanda transformação e operações e afirma que os números devem se equilibrar com maior adoção da IA.

Neeb considera que, à medida que a empresa incentiva o uso da IA entre as equipes, os custos e as economias devem se igualar. Enquanto isso, a companhia planeja manter o uso de Claude como parte de tarefas complexas, com expectativa de que a economia futura seja compensada por maior produtividade.

Em outros polos da indústria, executivos relatam uso crescente de tokens. O CEO da Royal Bank of Canada informou aumento de 500% no consumo de tokens nos últimos seis meses. O CEO Chuck Robbins, da Cisco, disse que um terço dos funcionários utiliza o chatbot interno diariamente, e o uso de tokens está elevando os custos. Executivos da Amplitude mencionam gastos elevados com tokens, e o CEO da Box comentou que a gestão de tokens tornou-se pauta central.

Segundo levantamento da WIRED com AlphaStreet, cerca de 300 empresas abordaram perguntas sobre tokens em calls de resultados ou com analistas entre abril e maio. Em comparação com o ano anterior, o tema ainda ganhou fôlego, mas permanece um assunto relevante entre diretores financeiros e equipes técnicas.

Muitos relatos destacam que companhias estudam monitorar o uso de tokens para escolher modelos com melhor custo-benefício. Outros buscam equilibrar contratações com orçamentos de tokens, para alcançar metas estratégicas sem extrapolar gastos.

Alguns casos mostram uso intensivo, com decisões de investir em IA para acelerar processos. Baseball Lifestyle 101, marca de roupas do New York, orientou cerca de 50 gerentes sêniores a gastar cerca de 20% do salário mensal em tokens. O cofundador Bill Rom afirma que a prática pode atingir mais de 100 mil dólares mensais até o fim do ano, mas já gerou resultados.

Claude auxilia a empresa a redigir relatórios financeiros e planejar sessões de fotos, reduzindo contratações de funcionários juniores e liberando recursos para outras áreas. Rom ressalta a importância de demonstrar aplicações práticas da IA antes de estabelecer regras financeiras.

Na 8×8, com cerca de 1.800 funcionários, há incentivo para acompanhar o uso de Claude por meio de um painel, para que ninguém fique para trás. Neeb afirma que o objetivo é manter todos engajados na jornada, sem punição, e observa variações de uso entre equipes, com maior utilização nas equipes de produto e atendimento.

Sobre o futuro, a 8×8 considera a possibilidade de impor limites ao uso de Claude, especialmente com a chegada do modelo Opus 4.8, que custa aproximadamente 1,7 vez mais do que a versão anterior. Ainda sem decisões definitivas, a empresa indica que pode exigir comprovação de que modelos mais antigos não resolvem o problema.

Apesar dos custos, a direção da 8×8 não planeja recuar no investimento em IA. A companhia aponta que métricas de satisfação de clientes e crescimento de receita têm se mantido positivas nos últimos trimestres, com analises geradas por IA ajudando os times de vendas.

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