- Queda de 1,5% do varejo restrito em abril ocorre após patamar recorde, em base de comparação elevada.
- Fatoração da queda envolve estabilidade de renda e crédito, segundo o gerente do IBGE, Cristiano Santos.
- Dados indicam que crédito à pessoa física, massa de rendimentos e número de pessoas ocupadas apresentaram/foram: crédito estável, rendimentos estáveis, ocupação caiu 0,3%.
- Crédito para aquisição de veículos caiu 3,2% (abril).
- O consumo das famílias passou a se concentrar em bens essenciais, com alta de 1,3% em hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.
O varejo restricto registrou queda de 1,5% em abril, após patamar recorde. O recuo ocorre em um mês com base de comparação elevada e influência de fatores como renda estável e crédito, segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.
O histórico recente ajuda a entender o movimento. Foram três meses seguidos de crescimento antes da queda de abril, o que levou a a série ao topo histórico. Além disso, não houve avanço no crédito nem na renda, nem alteração no total de pessoas ocupadas.
Pelo levantamento, o crédito à pessoa física ficou estável entre março e abril, assim como a massa de rendimentos. A ocupação caiu 0,3% e o crédito para aquisição de veículos recuou 3,2%. Um aspecto destacado é a retomada do consumo voltada a bens essenciais.
Em abril, houve aumento de 1,3% em hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, indicando mudança no comportamento das famílias com renda mais restrita. A leitura do IBGE aponta que o consumo se manteve pressionado por esse perfil de renda.
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