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Varejo restrito cai 1,5% em abril, pior desde 2021, diz IBGE

Varejo restrito cai 1,5% em abril, maior recuo desde setembro de 2021, após três meses de alta; varejo ampliado cai 0,7%

— Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • O varejo restrito caiu 1,5% em abril ante março, a maior queda desde setembro de 2021.
  • Em março, o comércio restrito tinha avançado 0,7% (dado revisado).
  • A receita nominal do varejo restrito subiu 1,1% em abril, ante março, com alta de 4,2% frente abril de 2025.
  • O varejo restrito acumula alta de 1,5% em 12 meses até abril e 2% no acumulado de 2026 até abril.
  • O varejo ampliado caiu 0,7% em abril ante março, a maior queda para o mês desde dezembro de 2025.

O volume de vendas do varejo restrito caiu 1,5% em abril ante março, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE. A leitura confirma a piora na atividade, após março ter sido revisado para alta de 0,7%.

O resultado de abril ficou abaixo da previsão média de analistas, que apontava recuo de 0,6%. O intervalo das projeções ia de queda de 1,6% a alta de 0,3%. A queda de abril é a mais intensa desde setembro de 2021.

Na leitura anual, o varejo restrito registrou alta de 1,0% frente abril de 2024, superando a expectativa de 2% de alta pelo consenso do Valor Data. O indicador acumula 1,5% de alta em 12 meses até abril e 2% no ano até abril de 2026.

A receita nominal do varejo restrito avançou 1,1% em abril ante março, enquanto, frente a abril de 2025, houve alta de 4,2%. O efeito de inflação e a variação de preços contribuíram para esse desempenho.

Varejo restrito

O varejo restrito, que exclui veículos e peças, caiu 1,5% em abril. O recuo veio após três meses de resultados positivos: 0,5% em janeiro, 0,8% em fevereiro e 0,7% em março. O nível de atividade continua sensível a fatores de demanda.

O componente de alimentos, bebidas e fumo puxou a queda de abril, com recuo relevante, segundo dados do IBGE. Outros setores também contribuíram para o resultado negativo na comparação mensal.

A pesquisa aponta que o desempenho da massa de renda, juros e inflação influencia o consumo das famílias, refletindo nos resultados do varejo restrito. O IBGE não cita impactos setoriais isolados.

Varejo ampliado

O varejo ampliado, que inclui veículos, itens de construção e atacarejo, caiu 0,7% em abril ante março. É a maior retração desde dezembro de 2025, quando houve queda de 1%. Abril ficou abaixo do recuo de 0,6% esperado pelos analistas.

Em março, o comércio ampliado ficou estável após alta revisada de 0,3% anterior. Na comparação com abril de 2025, o varejo ampliado subiu 1,4%. A receita nominal caiu 0,2% em abril ante março, enquanto as vendas recuaram 0,7%.

No acumulado de 2026 até abril, o varejo ampliado cresceu 1,8%, com alta de 0,2% no acumulado de 12 meses. A receita aumentou 3,6% na comparação com abril de 2025, ajudando a compensar parte das quedas mensais.

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