- Vendas do varejo caíram 1,5% em abril ante março, puxadas pela queda de Combustíveis e lubrificantes (-6,2%).
- Em relação a abril de 2025, o varejo registrou alta de 1,0%; no ano, alta de 2,0% e nos últimos 12 meses, 1,5%.
- O varejo ampliado recuou 0,7% em abril, e a média móvel trimestral ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em abril.
- Na comparação com abril de 2025, cinco atividades subiram: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (2,6%), Combustíveis e lubrificantes (1,6%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%).
- Em março, 20 das 27 Unidades da Federação tiveram queda no varejo; principais perdas: Piauí (-3,9%), Goiás (-3,8%), Santa Catarina (-3,6%) e Amazonas (-3,6%).
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro caiu 1,5% em abril ante março, na série sem sazonalidade. O recuo foi puxado pela atividade de Combustíveis e lubrificantes. Em relação a abril de 2025 houve alta de 1,0%.
A média móvel trimestral do varejo ficou estável no trimestre encerrado em abril (+0,0%), após avanço de 0,7% no trimestre anterior. Em março, o varejo já tinha registrado alta de 0,7%. Os dados são da PMC do IBGE.
Houve recuo em seis das oito atividades pesquisadas, com destaque para Combustíveis e lubrificantes (-6,2%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%). Itens como Hiper, supermercados e alimentos tiveram alta.
Varejo ampliado e comparação anual
O varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado, caiu 0,7% em abril ante o mês anterior, após estabilidade. A média móvel do varejo ampliado ficou em +0,1% no trimestre encerrado em abril.
Na comparação com abril de 2025, cinco atividades apresentaram alta: Equipamentos para escritório (6,5%), Artigos farmacêuticos (4,5%), Móveis (2,6%), Combustíveis (1,6%) e Hiper (0,9%). Tecidos e vestuário recuaram 2,5%.
Entre as maiores contribuições positivas, destacam-se Farmacêtricos e Hiper e supermercados. O analista Cristiano Santos aponta que o efeito de base explica parte do recuo de abril depois de meses de crescimento.
Regiões e próximos passos
Frente a março, 20 das 27 unidades da Federação ficaram com resultados negativos no varejo, com destaque para Piauí, Goiás, Santa Catarina e Amazonas. Em contrapartida, Rio Grande do Sul, Tocantins e São Paulo tiveram queda mais moderada ou leve alta.
No varejo ampliado, 20 unidades registraram queda ante março; Rondônia, Amazonas, Tocantins e Paraná apresentaram as maiores quedas. Rio Grande do Sul, Goiás e Maranhão tiveram as maiores altas no agregado regional.
Saiba mais sobre a PMC, séries históricas e publicações do IBGE pelas fontes oficiais.
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